Mãe de Eliza Samudio questiona lacunas no caso após passaporte aparecer
"Não se encaixa"
"Não se encaixa"
Ranking global
Presidente do Brasil
O Departamento de Justiça dos EUA retirou da nova denúncia contra Nicolás Maduro a acusação de que ele lideraria o suposto Cartel de Los Soles, presente de forma central na peça apresentada em 2020, mantendo porém acusações de narcotráfico, corrupção e vínculos com grupos armados e cartéis estrangeiros. A mudança indica dificuldades em comprovar a existência formal do cartel, criticada por especialistas e ausente em relatórios da ONU e da DEA, ao mesmo tempo em que Washington segue usando o caso para sustentar sua pressão política sobre a Venezuela, algo que Caracas rejeita e classifica como pretexto para intervenção e controle das reservas de petróleo do país.
O Brasil, representado pelo embaixador Benoni Belli na OEA, condenou com veemência nesta terça-feira (6) a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, classificando como “sequestro” a captura do presidente Nicolás Maduro e criticando os bombardeios no país como uma afronta grave à soberania venezuelana e um precedente perigoso para a ordem internacional. A posição reafirma a rejeição brasileira à intervenção armada e a defesa da não intervenção e do respeito ao direito internacional, alinhada a discursos semelhantes feitos pelo país também na ONU.
O governo dos Estados Unidos afirmou que Donald Trump considera diferentes meios para anexar a Groenlândia, incluindo o uso das Forças Armadas, alegando tratar-se de uma prioridade para a segurança nacional americana no Ártico. A declaração gerou reação imediata da Groenlândia e da Dinamarca, que reforçaram que o território não está à venda, além de amplo apoio de países europeus à soberania e integridade territorial dinamarquesa, defendendo que qualquer decisão cabe exclusivamente à Groenlândia e à Dinamarca, dentro dos princípios do direito internacional.
Após ser descartada por Donald Trump para liderar a Venezuela, María Corina Machado atacou a presidente interina Delcy Rodríguez, elogiou a ação dos EUA e prometeu retornar ao país, defendendo novas eleições e uma guinada liberal na economia. Enquanto isso, a oposição venezuelana segue dividida: de um lado, o setor mais radical liderado por Corina, que rejeita diálogo e legitimidade do atual governo; de outro, uma ala moderada que aposta na negociação institucional com Delcy para libertar presos políticos e buscar uma transição gradual. Trump, por sua vez, indicou preferência por dialogar com Rodríguez, afirmando que Corina não teria apoio interno suficiente para governar.
Na OEA, o embaixador do Brasil Benoni Belli classificou como gravíssimos e inaceitáveis os bombardeios e o sequestro de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, afirmando que a ação viola a soberania da Venezuela e cria um precedente perigoso para a ordem internacional. O Brasil reiterou, tanto na OEA quanto na ONU, que não se pode aceitar a lógica de que os fins justificam os meios, defendendo o respeito ao direito internacional, ao multilateralismo e à autodeterminação dos povos, enquanto Maduro, detido em Nova York, nega as acusações e se declara inocente.
Em reunião de emergência da OEA, os Estados Unidos defenderam a ação que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, afirmando que o petróleo venezuelano não pode permanecer sob controle de adversários do Hemisfério Ocidental. Washington negou invasão ou ocupação, classificou a operação como cumprimento de ordem judicial e disse que a prisão de Maduro removeu um obstáculo à democracia, cobrando ainda a libertação de presos políticos. Já Maduro, levado a Nova York para responder por acusações de narcoterrorismo e tráfico, declarou-se inocente e afirmou ser um “prisioneiro de guerra”.
Em discurso a deputados republicanos, Donald Trump elogiou a operação militar dos EUA que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, afirmando que a ação foi taticamente “brilhante” e causou muitas mortes do “outro lado”, sobretudo de cubanos que faziam a segurança do líder venezuelano. Trump exaltou o poder militar americano, criticou democratas e manifestantes contrários à operação, enquanto o ministro da Defesa da Venezuela denunciou que seguranças de Maduro foram mortos “a sangue frio” e exigiu sua libertação.