Brasil/Mundo
Maduro e esposa serão representados por advogados americanos
Nicolás Maduro será representado na audiência de custódia em Nova York pelo advogado norte-americano David Wikstrom, enquanto sua esposa, Cilia Flores, terá como defensor Mark Donnelly. Na primeira audiência após sua captura pelos EUA, Maduro ouvirá formalmente acusações que incluem narcoterrorismo, tráfico de cocaína e posse de armas. O juiz Alvin Hellerstein ficará responsável pelo andamento do processo, que deve se estender por anos, sem previsão de fiança e com julgamento improvável antes de 2027.
Maduro se declara inocente em tribunal de Nova York
Nicolás Maduro se declarou inocente em sua primeira audiência em um tribunal de Nova York, onde responde a acusações de narcotráfico e narcoterrorismo, afirmando ainda ser o presidente da Venezuela. Detido e transferido aos EUA, ele e a esposa compareceram ao procedimento inicial sob forte escolta. A defesa deve contestar a legalidade da prisão com base em imunidade de chefe de Estado, argumento enfraquecido pelo fato de os EUA não reconhecerem Maduro como presidente legítimo após a eleição contestada de 2024.
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Restrição
Ações dos EUA na Venezuela representam riscos à ordem multilateral
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que a ação militar dos EUA na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, representa grave violação da soberania nacional, do direito internacional e enfraquece organismos multilaterais como a ONU. Segundo analistas, a intervenção cria riscos para toda a América Latina, especialmente países ricos em recursos naturais, coloca o Brasil em posição diplomática delicada e sinaliza uma retomada da lógica de imposição da força na região, com possíveis impactos geopolíticos duradouros.
Nikolas Ferreira é alvo de ações após defender captura de Lula pelos EUA
O deputado Nikolas Ferreira passou a ser alvo de representações na PGR e no MPF após publicar uma montagem sugerindo a captura do presidente Lula por agentes dos EUA, em alusão à prisão de Nicolás Maduro, ação considerada por opositores como atentado ao Estado Democrático de Direito. O episódio ocorre em meio à forte repercussão da operação americana na Venezuela, que levou Maduro a julgamento em Nova York, intensificou tensões políticas na região e gerou debates sobre soberania, legalidade internacional e interesses dos EUA nas reservas de petróleo venezuelanas.
Ações de petroleiras dos EUA disparam após falas de Trump sobre reservas da Venezuela
As ações de petroleiras dos EUA dispararam no pré-mercado após Donald Trump sinalizar que pretende garantir acesso total às vastas reservas de petróleo da Venezuela, elevando expectativas de afrouxamento das restrições ao setor. Chevron e grandes refinarias lideraram os ganhos, impulsionadas pela possibilidade de maior oferta de petróleo pesado venezuelano, adequado às refinarias da Costa do Golfo. Analistas, porém, alertam que uma recuperação relevante da produção venezuelana deve ser lenta devido à instabilidade política e à infraestrutura deteriorada.
Como ação dos EUA na Venezuela pressiona diplomacia brasileira
A intervenção militar dos EUA na Venezuela colocou o Brasil em uma posição diplomática delicada, ao equilibrar a defesa da soberania e do direito internacional com a necessidade de manter diálogo pragmático com o governo Trump. O presidente Lula condenou a ação como um “precedente perigoso”, sem escalar o tom contra Washington, buscando preservar a liderança regional e mitigar riscos de instabilidade, migração e segurança. Especialistas avaliam que o Brasil priorizará a defesa das regras internacionais e a gestão de efeitos regionais, evitando confronto direto com os EUA em meio a pressões geopolíticas e eleitorais internas.