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Maduro e esposa serão representados por advogados americanos
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Brasil/Mundo

Maduro e esposa serão representados por advogados americanos

Redação com web

Nicolás Maduro será representado na audiência de custódia em Nova York pelo advogado norte-americano David Wikstrom, enquanto sua esposa, Cilia Flores, terá como defensor Mark Donnelly. Na primeira audiência após sua captura pelos EUA, Maduro ouvirá formalmente acusações que incluem narcoterrorismo, tráfico de cocaína e posse de armas. O juiz Alvin Hellerstein ficará responsável pelo andamento do processo, que deve se estender por anos, sem previsão de fiança e com julgamento improvável antes de 2027.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será representado na audiência de custódia desta segunda-feira (5), no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, pelo advogado norte-americano David Wikstrom, segundo o jornal “The New York Times”.

De acordo com a reportagem, o criminalista já atuou na defesa do irmão de Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras, condenado por crimes semelhantes aos atribuídos a Maduro e posteriormente perdoado pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Wikstrom é pai de Derek Wikstrom, que atua como um dos promotores em outro caso de grande repercussão nos Estados Unidos, envolvendo o ex-prefeito de Nova York.

Já a esposa de Maduro, Cilia Flores será representada pelo advogado texano Mark Donnelly. Segundo reportagem da NBC News, ele é conhecido por ter auxiliado no processo de impeachment do procurador-geral do Texas, Ken Paxton.

Na primeira audiência, Maduro, que foi deposto após ter sido capturado por forças militares dos EUA na madrugada do último sábado (3), durante operação em Caracas, deverá ouvir formalmente as acusações.

Entre os delitos atribuídos a ele estão conspiração para o narcoterrorismo, conspiração para a importação de cocaína, posse de metralhadora e conspiração para posse de metralhadora.

O juiz Alvin Hellerstein, de 92 anos ? magistrado nomeado pelo ex-presidente Bill Clinton ? será responsável por definir o cronograma do processo para os próximos meses. Especialistas ouvidos pela imprensa afirmam que Maduro não terá direito à fiança e que o seu julgamento dificilmente começaria antes de 2027. (ANSA).

Redação com web

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