Irmão de Eliza Samudio comenta suposto passaporte encontrado em Portugal
Investigação
Investigação
A Colômbia criticou duramente no Conselho de Segurança da ONU a operação militar dos Estados Unidos que depôs Nicolás Maduro, comparando-a aos piores episódios de interferência na América Latina e alertando para riscos à paz regional. O governo colombiano destacou a violação da soberania venezuelana, enquanto a ação americana gerou reações divididas na região, com condenações de países como Brasil e México e apoio de aliados de Washington.
Em reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, a subsecretária-geral Rosemary DiCarlo criticou a operação militar dos Estados Unidos que capturou Nicolás Maduro, afirmando que o direito internacional e a soberania venezuelana não foram respeitados. Ela alertou para o risco de maior instabilidade regional, defendeu o diálogo democrático na Venezuela e reforçou que a paz deve ser preservada por meio do respeito à Carta da ONU e ao uso de mecanismos legais internacionais.
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal informe, em até cinco dias, sobre o ruído constante do ar-condicionado na sala onde Jair Bolsonaro cumpre pena na sede da PF em Brasília, após a defesa alegar prejuízo ao descanso e à saúde do ex-presidente. Os advogados pedem medidas técnicas para corrigir o problema, enquanto Bolsonaro, condenado a 27 anos por tentativa de golpe, retornou ao local após receber alta médica.
O PT divulgou um vídeo em que o presidente Lula convoca a militância para atos no dia 8 de janeiro, em memória aos ataques golpistas de 2023, com o objetivo de reforçar a defesa da democracia e evitar o esquecimento da data. A legenda pretende tornar a mobilização anual, com manifestações em todo o país, enquanto o STF também realizará um evento interno para lembrar os danos causados aos Três Poderes.
Donald Trump afirmou que o governo de Cuba está “à beira do colapso”, citando a crise econômica agravada pelo fim do acesso ao petróleo venezuelano, mas descartou a necessidade de uma ação militar como a realizada na Venezuela. O secretário de Estado Marco Rubio evitou detalhar possíveis medidas, reforçando apenas a crítica ao regime cubano, enquanto autoridades de Havana condenaram a operação dos EUA e alertaram países da região sobre os riscos de novas intervenções.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que poderá “pegar novamente em armas” diante das ameaças feitas por Donald Trump, em meio ao agravamento das tensões entre os dois países após os bombardeios dos EUA na Venezuela. Petro reagiu a declarações ofensivas de Trump, reforçou a soberania colombiana e determinou lealdade exclusiva das Forças Armadas à bandeira nacional, marcando uma forte ruptura no histórico de aliança entre Washington e Bogotá.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu respeito à soberania e à independência política dos países após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, alertando para o risco de instabilidade na Venezuela, impactos regionais e precedentes perigosos nas relações internacionais. O apelo foi feito durante reunião do Conselho de Segurança solicitada pela Venezuela, enquanto Maduro e sua esposa foram levados a Nova York para responder a acusações de narcotráfico e terrorismo.
O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela nomeou Delcy Rodríguez como presidente interina por um mandato inicial de 90 dias, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. A decisão, baseada no conceito de “ausência forçada”, busca garantir a continuidade administrativa do Estado e pode ser prorrogada, enquanto a Assembleia Nacional avaliará se a ausência de Maduro se tornará permanente ou se haverá convocação de novas eleições.
Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos negaram estar em guerra ou pretender ocupar a Venezuela, afirmando que a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa teve base legal. O representante americano Mike Waltz reforçou as acusações de narcoterrorismo contra Maduro, enquanto autoridades venezuelanas e Cuba relataram mortes na ação, embora os EUA não tenham divulgado números oficiais de vítimas.