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Guterres pede respeito à independência dos países em reunião sobre Venezuela na ONU
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Brasil/Mundo

Guterres pede respeito à independência dos países em reunião sobre Venezuela na ONU

Redação com web

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu respeito à soberania e à independência política dos países após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, alertando para o risco de instabilidade na Venezuela, impactos regionais e precedentes perigosos nas relações internacionais. O apelo foi feito durante reunião do Conselho de Segurança solicitada pela Venezuela, enquanto Maduro e sua esposa foram levados a Nova York para responder a acusações de narcotráfico e terrorismo.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu, nesta segunda-feira (5), respeito à independência política dos países depois que o governo dos Estados Unidos capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e afirmou estar a cargo do país sul-americano.

Guterres exortou “respeitar os princípios de soberania, independência política e integridade territorial dos Estados”, segundo declarações lidas em seu nome pela vice-secretária-geral, Rosemary DiCarlo, durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela.

“Estou profundamente preocupado com a possível intensificação da instabilidade no país, com o impacto potencial na região e o precedente que poderia criar sobre como as relações entre os Estados são conduzidas”, leu DiCarlo, citando Guterres.

A Venezuela solicitou a reunião e a Colômbia transmitiu o pedido ao Conselho de Segurança, do qual é membro desde 1º de janeiro.

Após meses de ataques contra supostas lanchas que operariam para o narcotráfico no Caribe, ameaças e táticas de pressão, as forças americanas bombardearam a Venezuela no sábado e depuseram Maduro, que foi levado para uma prisão em Nova York.

Há cinco anos, Maduro foi indiciado formalmente por narcotráfico e terrorismo em um tribunal de justiça em Nova York, e as autoridades americanas tinham oferecido uma recompensa de 50 milhões de dólares (R$ 271,8 milhões, na cotação atual) por sua captura.

As acusações foram ampliadas para incluir a esposa do presidente deposto, Cilia Flores, que também foi capturada em Caracas e levada aos Estados Unidos.

Maduro e sua esposa chegaram, nesta segunda-feira, ao tribunal de Nova York para serem apresentados perante o juiz.

Redação com web

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