Mulheres negras em marcha defendem reparação econômica
O Brasil começa a encarar com mais força o legado de quase 400 anos de escravidão, enquanto movimentos negros, como os que organizam a 2ª Marcha de Mulheres Negras, defendem reparação por meio de reconhecimento histórico e políticas públicas amplas. O Manifesto Econômico da marcha propõe criação de fundo, taxação de grandes fortunas, reformas agrária e urbana, linhas de crédito e ações afirmativas. Líderes como Ruth Pinheiro, Simone Nascimento e Mãe Nilce de Iansã destacam que mulheres negras e povos de terreiro seguem entre os mais afetados pelo racismo e pela pobreza, enfrentando violência, discriminação religiosa e falta de proteção. Também há demandas do segmento LGBTQIA+ negro por políticas de dignidade, saúde e moradia. No Congresso, a PEC 27/24 propõe criar um fundo de até R$ 20 bilhões para financiar ações reparatórias.