Brasília e Goiânia são as capitais com mais radares de velocidade por frota no país, diz estudo
Fiscalização
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Alexandre de Moraes decidiu conduzir pessoalmente a execução das penas de Bolsonaro, militares de alto comando e demais condenados da trama golpista, após o trânsito em julgado da ação. Diferentemente de outros casos, ele não repassou essa etapa à Vara de Execução Penal, assumindo diretamente decisões como locais de prisão, autorizações e futuras revisões de pena. Bolsonaro seguirá detido na PF em Brasília, enquanto os demais foram enviados às unidades prisionais definidas pelo ministro.
Há um mês, Lula e Trump se reuniram em Kuala Lumpur para iniciar negociações sobre as tarifas de até 50% impostas pelos EUA a produtos brasileiros. O encontro abriu caminho para um avanço: em 21 de novembro, os EUA retiraram 249 itens da sobretaxa de 40%, reduzindo parte da pressão comercial. No entanto, outras tarifas seguem em vigor, e as sanções a autoridades brasileiras, como Alexandre de Moraes, não foram revistas. Mesmo com conversas sobre minerais, biocombustíveis e temas estratégicos, os progressos concretos até agora se limitam principalmente à redução parcial das tarifas.
Um incêndio de grande proporção atingiu várias torres do complexo residencial Wang Fuk Court, em Tai Po, Hong Kong, deixando 13 mortos e vários feridos, incluindo bombeiros. Algumas pessoas permanecem presas nos prédios de 31 andares, muitos cobertos por andaimes de bambu. O incêndio mobilizou dezenas de equipes de resgate e levou ao fechamento de uma das principais vias da região, com desvios de ônibus enquanto as autoridades continuam as buscas e o combate às chamas.
O ministro Alexandre de Moraes determinou audiências de custódia para Jair Bolsonaro e outros condenados da trama golpista, após o STF rejeitar os recursos e confirmar as prisões. As audiências ocorrem por videoconferência nos locais onde cada um cumpre pena. As condenações variam de 2 a 27 anos, sendo Bolsonaro apontado como líder do esquema. Além das penas de prisão, alguns réus perderam cargos, mandatos e terão de pagar multas, enquanto casos envolvendo militares foram remetidos ao Superior Tribunal Militar para análise de perda de patente.
Alexandre de Moraes determinou que a Câmara seja informada da perda de mandato do deputado Alexandre Ramagem, condenado a mais de 16 anos por participação na trama golpista. Mesmo impedido de deixar o país, Ramagem fugiu para Miami e teve prisão preventiva decretada, com extradição a ser solicitada pelo Ministério da Justiça. Com o início da execução da pena, a cassação será oficializada. A defesa tentou reduzir a pena e suspender parte da condenação, mas os argumentos foram rejeitados pelo STF.
Alexandre de Moraes determinou que Anderson Torres, condenado a 24 anos por participação na tentativa de golpe de 2022, cumpra pena no 19º Batalhão Militar do DF, a “Papudinha”. A defesa havia pedido que ele ficasse na PF em Brasília e anunciou que apresentaria novo recurso até 3 de dezembro, alegando riscos à sua integridade e problemas de saúde. A Primeira Turma do STF já havia confirmado sua condenação, assim como a de Bolsonaro e demais envolvidos no Núcleo 1 da trama golpista.
Os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-almirante Almir Garnier, foram presos para iniciar o cumprimento das penas por participação na tentativa de golpe após as eleições de 2022. Com o fim do prazo dos embargos de declaração e a rejeição dos últimos recursos, Alexandre de Moraes declarou o processo concluído e certificou o trânsito em julgado, permitindo que as prisões — incluindo a de Braga Netto, já detido — passem a valer como início da execução das penas em regime fechado.
Alexandre de Moraes determinou que Jair Bolsonaro e outros seis condenados pela trama golpista comecem a cumprir pena em regime fechado, quase três anos após os ataques de 8 de janeiro. Condenados por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, eles receberam penas que superam 20 anos, exceto Mauro Cid, beneficiado por delação. Bolsonaro cumprirá sua pena na PF em Brasília, e vários réus perderão cargos e mandatos, além de responder solidariamente por multas e possíveis sanções militares.