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Política

Flávio Bolsonaro presidenciável empolga ala bolsonarista, mas gera incerteza política
Política

Flávio Bolsonaro presidenciável empolga ala bolsonarista, mas gera incerteza política

A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026 expôs a fragmentação da direita, já que nomes como Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e outros mantêm suas próprias ambições. Analistas apontam que essa pulverização favorece Lula. Flávio condicionou deixar a disputa à libertação e retorno político do pai, preso e inelegível, usando sua candidatura como força de barganha na negociação sobre projetos ligados à anistia dos envolvidos no 8 de janeiro. Enquanto o “bolsonarismo raiz” se empolga com seu nome, partidos do centrão demonstram resistência por acreditarem que outros candidatos têm mais viabilidade eleitoral.

Eduardo Bolsonaro alcançou número de faltas para ter mandato cassado, afirma Motta
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Eduardo Bolsonaro alcançou número de faltas para ter mandato cassado, afirma Motta

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que Eduardo Bolsonaro já acumulou faltas suficientes para ter o mandato cassado, após faltar a 56 das 71 sessões de 2025 enquanto permanece nos Estados Unidos desde fevereiro. Sua licença expirou em julho, e o parlamentar tentou, sem sucesso, exercer o mandato à distância. Agora, responde ao rito antecipado de cassação e terá cinco sessões para apresentar defesa. Além das ausências e do débito por faltas injustificadas, Eduardo é investigado pela PF por atuar nos EUA para pressionar o governo brasileiro com medidas econômicas durante processos envolvendo seu pai.

Flávio se reúne com PP e União, mas não consegue apoio para candidatura
Política

Flávio se reúne com PP e União, mas não consegue apoio para candidatura

Três dias após lançar sua pré-candidatura à Presidência, Flávio Bolsonaro reuniu líderes do PL, União Brasil e PP em sua casa para pedir apoio, mas o encontro terminou sem definição. A articulação enfrenta resistências, especialmente porque o União já tem Ronaldo Caiado como pré-candidato e porque parte do Centrão vê maior viabilidade em nomes como Tarcísio de Freitas ou Ratinho Jr. Flávio alternou sinais de indecisão desde o anúncio, o que gerou desconfiança no mercado e entre aliados. Mesmo assim, tenta consolidar apoio, enquanto dirigentes como Ciro Nogueira defendem que a escolha da direita seja construída coletivamente com base em viabilidade eleitoral.

O que a candidatura de Flávio à presidência expõe sobre a estratégia do bolsonarismo
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O que a candidatura de Flávio à presidência expõe sobre a estratégia do bolsonarismo

O anúncio de Flávio Bolsonaro como candidato da família na eleição de 2026 reorganiza a direita e evidencia a forte centralização de decisões no núcleo de Jair Bolsonaro, apesar das disputas internas. Embora visto como o “Bolsonaro mais político”, Flávio mantém a agenda ideológica do bolsonarismo e enfrenta limitações como menor carisma, investigações e rejeição acumulada. A escolha pressiona outros nomes da direita, como Tarcísio e Caiado, a definirem seus rumos, enquanto o movimento mostra mais uma tentativa de manter o projeto político da família unido, ainda que sem dissipar tensões internas.

Bolsonaristas preferem Michelle ou Tarcísio a Flávio, diz Datafolha
Política

Bolsonaristas preferem Michelle ou Tarcísio a Flávio, diz Datafolha

Pesquisas Datafolha mostram que Flávio Bolsonaro, recém-anunciado como candidato da direita para 2026, não é o nome preferido do eleitorado bolsonarista, nem conta com apoio claro do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apenas 8% o veem como ideal, enquanto Michelle Bolsonaro (22%) e Tarcísio de Freitas (20%) lideram as preferências. Metade dos eleitores afirma que jamais votaria em um candidato indicado por Bolsonaro, que está preso e inelegível até 2060. Entre os apoiadores mais fiéis do ex-presidente — majoritariamente homens, brancos e evangélicos — Michelle é vista como a melhor representante do bolsonarismo na disputa contra Lula em 2026.

Sob Lula 3, déficit das estatais atinge recorde e amplia pressão sobre contas do governo
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Sob Lula 3, déficit das estatais atinge recorde e amplia pressão sobre contas do governo

As estatais brasileiras registram um déficit crescente — R$ 6,35 bilhões até outubro e R$ 13,7 bilhões desde o início do governo Lula — revelando forte deterioração financeira, com os Correios no centro da crise após acumularem mais de R$ 6 bilhões de perdas anuais e buscarem um empréstimo de R$ 20 bilhões para evitar colapso. A crise combina má gestão, perda de competitividade, custos elevados da função social e falta de modelo sustentável, levando o governo a aceitar um déficit de até R$ 10 bilhões para 2026. Especialistas defendem reestruturação profunda, revisão do papel social e possível privatização parcial, sob risco de a situação continuar pressionando o Tesouro e a estabilidade fiscal do país.

Datafolha: nova pesquisa mostra estabilidade na avaliação do governo e de Lula
Política

Datafolha: nova pesquisa mostra estabilidade na avaliação do governo e de Lula

A nova pesquisa Datafolha indica estabilidade na percepção do governo Lula: 32% consideram sua gestão ótima ou boa, 37% a veem como ruim ou péssima e 30% como regular, números muito próximos aos de setembro. A aprovação pessoal do presidente ficou em 49% e a reprovação em 48%. O desempenho é melhor entre idosos, menos escolarizados, nordestinos e católicos, enquanto a rejeição é maior entre pessoas de renda mais alta, escolaridade superior, moradores do Sul e evangélicos. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre 2 e 4 de dezembro.

Ibovespa tomba e dólar dispara com Flávio Bolsonaro pré-candidato; veja cotações
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Ibovespa tomba e dólar dispara com Flávio Bolsonaro pré-candidato; veja cotações

A confirmação de Flávio Bolsonaro como escolhido do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar a Presidência em 2026 provocou forte reação negativa do mercado: o Ibovespa despencou mais de 4% e o dólar subiu mais de 2%. Investidores veem Flávio como um candidato mais fraco e menos previsível que Tarcísio de Freitas, favorito do mercado, o que aumenta a percepção de risco, incerteza fiscal e polarização política. Analistas dizem que a notícia divide a oposição, reduz a clareza sobre reformas e acende alerta sobre possível instabilidade prolongada, pressionando juros, câmbio e ações.