Moraes diz que retirada da sanção Magnitsky mostra que Brasil não cede a ameaças
Agradecimento
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Cassação
O presidente Lula afirmou que recriará o Ministério da Segurança Pública caso a PEC da Segurança, que redefine atribuições federais na área, seja aprovada pelo Congresso. A proposta ainda aguarda votação na Câmara após pedido de vista. O governo, que busca fortalecer sua imagem em segurança para 2026, também enviou um projeto de lei para combater facções criminosas, atualmente em análise após mudanças feitas pelo Senado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que ainda não decidiu se sancionará ou vetará o Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos do 8 de janeiro de 2023 e agora segue para o Senado e depois para sua sanção, afirmando que tomará uma decisão quando o texto chegar à sua mesa; ao mesmo tempo, ressaltou que o ex-presidente Jair Bolsonaro “tem que pagar” pela tentativa de golpe de Estado e pela tentativa de destruir a democracia.
A Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato de Carla Zambelli, apesar da condenação do STF que determinava sua cassação e prisão. O parecer favorável à perda do cargo não atingiu os 257 votos necessários, encerrando o processo e criando um impasse, já que a deputada cumpre pena em regime fechado e não pode exercer suas funções. A defesa argumentou que cassá-la abriria um precedente contra outros parlamentares investigados, o que reforçou o clima de corporativismo. A decisão aprofunda o atrito entre Legislativo e Judiciário e mantém uma situação considerada “insustentável” por parte dos deputados.
Os vereadores David Empregos e Caio Bebeto acompanharam famílias de crianças atípicas à Sesau para cobrar explicações sobre o fim do contrato de equoterapia, que deixou 400 famílias sem atendimento. Segundo David, o governo deve nove meses ao serviço, que é essencial para o desenvolvimento de crianças com deficiência, e os representantes não foram recebidos pela Secretaria, o que ele classificou como desrespeito e descaso com as famílias afetadas.
O relator Paulinho da Força defendeu o PL da Dosimetria, aprovado na Câmara, afirmando que a proposta pode ajudar a “pacificar o País” ao reduzir penas, incluindo a de Jair Bolsonaro, cuja condenação cairia de 27 anos para cerca de 2 anos e 4 meses após novas regras de cálculo. O projeto elimina a soma de penas, reduz punições em crimes cometidos em “contexto de multidão” e não prevê anistia. Agora, o texto segue para análise da CCJ do Senado, onde terá relatório de Esperidião Amin e será debatido antes de eventual envio ao plenário.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou que levará ao plenário os processos de cassação dos deputados Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, ambos condenados pelo STF e atualmente fora do país — Zambelli presa na Itália aguardando extradição por invasão de sistemas do CNJ, e Ramagem foragido nos EUA após condenação por tentativa de golpe. No caso de Zambelli, o processo deve ser votado após conclusão na CCJ, apesar do relator ser contrário à cassação; já Ramagem terá o caso levado direto ao plenário. Motta também afirmou que a Mesa Diretora avaliará o mandato de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde março e ultrapassou o limite constitucional de faltas não justificadas, tornando-se passível de perda de mandato.
A Câmara dos Deputados aprovou, por 291 votos a 148, o PL da Dosimetria, que reduz penas para Jair Bolsonaro e militares envolvidos na tentativa de golpe após as eleições de 2022. A base governista votou majoritariamente contra, enquanto o PL apoiou quase integralmente a proposta. Partidos como MDB, União Brasil e PP tiveram poucos votos divergentes.