Ibaneis diz não garantir condições da Papuda para receber Bolsonaro
Reta final
Reta final
O deputado Guilherme Derrite (PP-SP) apresentou um novo relatório do Projeto de Lei Antifacção, mantendo pontos como penas mais duras e isolamento de líderes de facções, mas incluindo que a Polícia Federal só poderá atuar em investigações de forma cooperativa com as polícias estaduais. A mudança gerou reação do governo e da própria PF, que teme restrições ao seu papel no combate ao crime organizado. Líderes governistas, como Lindbergh Farias (PT-RJ), criticaram o texto, afirmando que ele tenta “domesticar” a PF e limitar sua autonomia.
Suposto esquema
Bate-boca
Na abertura da COP30, em Belém (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma governança global mais justa e eficaz para enfrentar a crise climática, pedindo ações concretas para acelerar a transição para economias de baixo carbono e reduzir desigualdades entre Norte e Sul globais. Lula destacou o papel da Amazônia e dos povos indígenas na preservação ambiental, criticou o negacionismo climático, e propôs a criação de um Conselho do Clima ligado à ONU. O presidente alertou que a mudança do clima já causa tragédias no presente e pediu mais financiamento e cooperação internacional para conter o aquecimento global.
Com Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e condenado por tentativa de golpe, seu grupo político busca garantir sobrevivência lançando novos nomes e reorganizando domicílios eleitorais, priorizando vagas no Senado. O ex-presidente monitora pesquisas e articula candidaturas da família, gerando disputas internas — como em Santa Catarina, onde a entrada de Carlos Bolsonaro contrariou aliados como Caroline De Toni e Ana Campagnolo. Há ainda rachas com Nikolas Ferreira em Minas Gerais e indefinições em São Paulo, onde Eduardo Bolsonaro cogita disputar o Senado ou a Presidência. No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro deve concorrer à reeleição, enquanto aliados de Cláudio Castro e figuras ligadas à pauta da segurança tentam se consolidar como principais nomes da direita.
Na abertura da COP30, em Belém (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ações urgentes contra o aquecimento global, afirmando que o mundo “anda na direção certa, mas na velocidade errada”. Ele destacou a importância da Amazônia e anunciou o Fundo de Florestas Tropicais, com US$ 5,5 bilhões em investimentos. Lula pediu que países cumpram compromissos climáticos, reduzam a dependência de combustíveis fósseis e combatam desigualdades. A conferência, que reúne representantes de 143 países, busca definir formas de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano para financiar a transição energética — em meio a críticas pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas.
A COP30, realizada em Belém entre 10 e 21 de novembro, transforma a cidade na capital mundial do debate climático. Com a participação de delegações de 194 países e mais de 50 mil visitantes, o evento busca definir ações concretas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e financiar a transição para uma economia de baixo carbono. Entre os principais temas estão a adaptação climática, a transição justa e o financiamento — com destaque para o plano que prevê US$ 1,3 trilhão anuais e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre. A conferência também se destaca pela ampla participação da sociedade civil, povos indígenas e movimentos sociais, simbolizando um chamado à união e à ação global.
Durante a Cúpula Celac-União Europeia, na Colômbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou que a ameaça de uso da força militar voltou à rotina da América Latina e Caribe, criticando intervenções ilegais e ações dos EUA contra a Venezuela. Ele defendeu que democracias não devem violar o direito internacional e destacou a importância de combater o crime organizado sem comprometer instituições. Lula também lamentou a falta de integração regional, reforçou o compromisso ambiental com o Fundo Florestas Tropicais e a COP30 em Belém, e prestou solidariedade às vítimas do tornado no Paraná.
Calamidade pública
O ministro Guilherme Boulos lançou neste sábado (8) o programa Governo na Rua, no Capão Redondo (SP), para aproximar o governo federal das periferias e ouvir diretamente as demandas da população. A iniciativa, que ocorrerá em todo o país e também pela plataforma Brasil Participativo, busca ampliar a participação popular nas decisões e no orçamento federal. Durante o evento, moradores e movimentos sociais pediram mais protagonismo da juventude, atenção à saúde mental dos trabalhadores e melhores condições para entregadores de aplicativo.
“Está pouco se lixando"