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Brasil/Mundo

Governadores rechaçam PEC da Segurança Pública após operação que deixou 121 mortos
Política

Governadores rechaçam PEC da Segurança Pública após operação que deixou 121 mortos

Governadores de direita se reuniram com Cláudio Castro (PL) no Palácio Guanabara e rejeitaram a PEC da Segurança Pública, alegando que o texto retira a autonomia dos Estados nas ações de segurança. Castro defendeu políticas adaptadas às realidades regionais, enquanto Ronaldo Caiado criticou a interferência federal e sugeriu mudanças, como maior acesso dos governadores ao COAF. O encontro, que contou com Zema, Riedel, Jorginho Mello, Celina Leão e Tarcísio de Freitas (por vídeo), também discutiu cooperação no combate ao crime após a operação que deixou 121 mortos no Rio.

O que dizem Lula e Tarcísio sobre classificar CV e PCC como facções terroristas
Política

O que dizem Lula e Tarcísio sobre classificar CV e PCC como facções terroristas

A operação no Rio que deixou mais de 100 mortos reacendeu o debate sobre classificar facções como o Comando Vermelho e o PCC como grupos terroristas. Enquanto o governo Lula e especialistas rejeitam a ideia por falta de motivação ideológica, governadores como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema defendem a medida para endurecer o combate ao crime e facilitar o bloqueio de recursos. O PL 1283/2025, em tramitação na Câmara, propõe alterar a Lei Antiterrorismo para incluir organizações criminosas e milícias. Críticos alertam, porém, que a mudança pode distorcer o conceito de terrorismo e não é necessária, já que o Pacote Antimáfia já prevê punições severas.

STF torna pena de Zambelli definitiva por perseguir homem armada em São Paulo
Polícia

STF torna pena de Zambelli definitiva por perseguir homem armada em São Paulo

A deputada Carla Zambelli (PL), presa na Itália, teve sua condenação pelo STF transitada em julgado e não pode mais recorrer. Ela foi sentenciada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com arma de fogo, após perseguir um homem armada em 2022, às vésperas do segundo turno das eleições. O Supremo determinou ainda a perda de seu mandato e o cancelamento definitivo do porte de arma. Essa é sua segunda condenação, já que ela também foi sentenciada a dez anos por invadir o sistema do CNJ com o hacker Walter Delgatti Neto. Após isso, fugiu para a Itália, onde aguarda decisão sobre sua extradição.

Com Flávio e Moro, oposição coloca tropa de choque na CPI do Crime; PT quer paridade
Política

Com Flávio e Moro, oposição coloca tropa de choque na CPI do Crime; PT quer paridade

A CPI do Crime Organizado no Senado foi instaurada após a operação que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, e já conta com maioria oposicionista entre os indicados. Nomes como Flávio Bolsonaro, Sérgio Moro, Magno Malta e Marcos do Val integram a tropa de choque da oposição, enquanto Jaques Wagner e Rogério Carvalho representam o governo. A estratégia da oposição é usar a comissão para dominar o debate sobre segurança pública e enfraquecer o Palácio do Planalto em ano pré-eleitoral. O PT tenta equilibrar forças e disputar a presidência, mas deve enfrentar resistência da maioria opositora.

O que diz a decisão que embasou a operação no RJ que deixou 121 mortos
Polícia

O que diz a decisão que embasou a operação no RJ que deixou 121 mortos

A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro revela que o Comando Vermelho montou uma estrutura hierárquica e armada para controlar ao menos 12 comunidades da zona norte do Rio e expandir seu domínio. Com base em mensagens obtidas de celulares, a investigação apontou uma cadeia de comando rigorosa, com ordens de execução, tortura e gestão do tráfico. A megaoperação no Complexo do Alemão, planejada por 75 dias, visava prender líderes como Doca e Pedro Bala, mas terminou com mais de 120 mortos, tornando-se uma das ações mais letais da história do estado. As provas incluem vídeos de execuções e torturas, supostamente organizadas pelo grupo “Sombra”.

Governo enviará ao Congresso projeto de lei anti-facção
Polícia

Governo enviará ao Congresso projeto de lei anti-facção

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou que o governo Lula enviará ao Congresso um projeto de lei anti-facção para reforçar o combate ao crime organizado e informou que a Polícia Federal abrirá um inquérito “guarda-chuva” sobre facções criminosas. A declaração ocorre após a megaoperação nas favelas da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos e 113 presos, sendo considerada a mais letal da história do estado. A Defensoria Pública apontou indícios de ilegalidades na ação, enquanto o governador Cláudio Castro a classificou como um “sucesso”.

Lula sanciona lei que fortalece o combate ao crime organizado
Política

Lula sanciona lei que fortalece o combate ao crime organizado

O presidente Lula sancionou a Lei 15.245, que reforça o combate ao crime organizado ao modificar o Código Penal e a Lei das Organizações Criminosas. A nova norma cria penas mais severas para quem contrata integrantes de facções, obstrui ações policiais ou conspira contra elas, além de garantir proteção a agentes públicos e seus familiares. A medida foi publicada após a Operação Contenção, no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos e levou à criação de um escritório emergencial para integrar ações federais e estaduais contra o crime.