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Governadores rechaçam PEC da Segurança Pública após operação que deixou 121 mortos
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Política

Governadores rechaçam PEC da Segurança Pública após operação que deixou 121 mortos

Redação com web

Governadores de direita se reuniram com Cláudio Castro (PL) no Palácio Guanabara e rejeitaram a PEC da Segurança Pública, alegando que o texto retira a autonomia dos Estados nas ações de segurança. Castro defendeu políticas adaptadas às realidades regionais, enquanto Ronaldo Caiado criticou a interferência federal e sugeriu mudanças, como maior acesso dos governadores ao COAF. O encontro, que contou com Zema, Riedel, Jorginho Mello, Celina Leão e Tarcísio de Freitas (por vídeo), também discutiu cooperação no combate ao crime após a operação que deixou 121 mortos no Rio.

Governadores de direita rechaçaram a PEC da Segurança Pública em coletiva, após reunião com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Os gestores alinhados a Castro se encontraram no Palácio da Guanabara dois dias após a megaoperação que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão. Castro afirmou na reunião que o ponto principal rechaçado pelos governadores é a remoção da autonomia dos Estados na segurança pública. Ele defendeu a especialização das ações policiais diante de diferentes realidades brasileiras. Por outro lado, ele disse que os gestores não estão “se furtando a conversar, a ouvir, a aprender” e que não está sendo feita uma “luta da esquerda contra a direita”.

“O Brasil é um País muito grande, não dá para tratar o Rio Grande do Sul igual ao Rio de Janeiro, igual ao Acre, igual ao Amazonas e igual ao Mato Grosso“, afirmou Castro. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), afirmou que o principal erro da PEC da Segurança Pública é “interferir diretamente na autonomia dos Estados”. Segundo ele, o objetivo principal do texto é tirar diretrizes centrais dos governadores.

Caiado disse também que levou sugestões ao relator da PEC da Segurança Pública, deputado Mendonça Filho (União-PE), para a realização de mudanças na PEC da Segurança Pública. Uma das alterações propostas pelo governador de Goiás foi o acesso aos governadores ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e a responsabilização do governo federal pelos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Durante a reunião, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), chorou ao falar das cenas da megaoperação no Rio. Destoando dos outros governadores, ela disse que é preciso acabar com a “lacração da direita, da esquerda e do centro”. Castro se reuniu na noite desta quinta-feira, 30, com governadores para tratar de uma possível cooperação interestadual no combate ao crime organizado. O encontro aconteceu no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, na zona sul da capital.

Estiveram no encontro os governadores Jorginho Mello (PL-SC), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União-GO) e Eduardo Riedel (PP-MS), além da vice-governadora Celina Leão (Progressistas-DF). O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) participou das discussões remotamente. Castro recebeu apoio público de governadores após seu governo ter conduzido a operação policial mais letal da história do País, na última terça-feira, 28. O último balanço do governo fluminense confirmou 121 mortos na Operação Contenção, contra integrantes do Comando Vermelho nos complexos de favelas do Alemão e da Penha. A Defensoria Pública contabiliza 132 vítimas.

Redação com web

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