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Brasil/Mundo

Operação supera massacre do Carandiru em violações, diz deputada
Política

Operação supera massacre do Carandiru em violações, diz deputada

A deputada Dani Monteiro, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, comparou a Operação Contenção, que deixou 119 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, ao massacre do Carandiru, classificando-a como a maior violação de direitos humanos desde a redemocratização. Ela criticou a falta de investigação prévia e de câmeras corporais, afirmando que não há provas de que todos os mortos eram criminosos. A parlamentar destacou que a ONU pediu esclarecimentos ao Brasil e denunciou o “uso excessivo da força” pelo Estado, enquanto o governador Cláudio Castro defende a ação como um “sucesso” contra o crime.

Entenda o que é GLO e por que ela pode ser usada após megaoperação no Rio contra o CV
Polícia

Entenda o que é GLO e por que ela pode ser usada após megaoperação no Rio contra o CV

A megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou 119 mortos, reacendeu o embate entre o governador Cláudio Castro (PL) e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, sobre o uso da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Castro acusou o governo federal de negar apoio e empréstimo de blindados, enquanto Lewandowski afirmou não ter recebido pedido formal e explicou que a GLO só pode ser decretada pelo presidente após o reconhecimento da incapacidade das forças estaduais. O mecanismo, usado em crises de segurança, transfere temporariamente o poder de polícia às Forças Armadas e já foi acionado 146 vezes desde 1992, sendo Lula o último a utilizá-lo em 2023.

Saiba quem são os quatro agentes mortos durante megaoperação no Rio
Polícia

Saiba quem são os quatro agentes mortos durante megaoperação no Rio

Quatro policiais — dois do Bope e dois da Polícia Civil — estão entre os 64 mortos da megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão. O sargento Cleiton Serafim e o sargento Heber Fonseca foram homenageados pelo Bope, enquanto Marcus Vinícius Cardoso e Rodrigo Velloso Cabral receberam tributo da Polícia Civil. O governador Cláudio Castro declarou luto e anunciou promoções póstumas aos agentes. A operação, voltada contra líderes do Comando Vermelho, resultou em 81 prisões e é considerada uma das mais letais da história do Rio.

Entenda o ‘Muro do Bope’, tática que marcou operação mais letal do RJ
Polícia

Entenda o ‘Muro do Bope’, tática que marcou operação mais letal do RJ

As polícias Civil e Militar do Rio explicaram que a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou 119 mortos, foi planejada por 60 dias e usou a tática do “muro do Bope”, com tropas bloqueando a mata da Misericórdia — rota de fuga de criminosos — enquanto outras avançavam pelas favelas. Segundo as autoridades, a estratégia buscava afastar os confrontos das áreas habitadas, embora a alta letalidade fosse “previsível”. A ação resultou em 113 prisões e 118 armas apreendidas, sendo classificada pelo governo como um duro golpe ao Comando Vermelho.

‘Não fomos comunicados sobre o momento da megaoperação’, diz diretor da PF
Polícia

‘Não fomos comunicados sobre o momento da megaoperação’, diz diretor da PF

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a PF não foi comunicada sobre o momento de deflagração da megaoperação que deixou ao menos 119 mortos nos complexos do Alemão e da Penha. Segundo ele, a corporação avaliou que não deveria participar por não atuar de forma ostensiva nas comunidades, mantendo apenas ações de inteligência. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse que o governo federal não foi informado oficialmente e que uma operação desse porte deveria ter sido comunicada diretamente ao presidente Lula ou a autoridades de alto escalão.

Defesa negou apoio ao RJ e não cabia pedido de GLO, diz ex-comandante do Bope
Polícia

Defesa negou apoio ao RJ e não cabia pedido de GLO, diz ex-comandante do Bope

O coronel André Luiz de Souza Batista, ex-comandante do Bope e coautor de Elite da Tropa, afirmou que o governo do Rio fez três pedidos de apoio logístico ao Ministério da Defesa, negados por exigirem decreto de GLO. A negativa confirma a versão do governador Cláudio Castro de que o Estado atua “sozinho” contra o Comando Vermelho. Batista considerou a megaoperação, que deixou mais de 119 mortos, um sucesso operacional, apesar das baixas policiais, e disse que não há necessidade de GLO, pois as forças estaduais têm capacidade de agir sem apoio militar.

Castro diz que ‘não vai ficar chorando’ por ajuda do governo federal: ‘Soma ou suma’
Política

Castro diz que ‘não vai ficar chorando’ por ajuda do governo federal: ‘Soma ou suma’

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que o Estado não vai “chorar por ajuda” do governo federal no combate ao crime, destacando que quem quiser colaborar é bem-vindo, mas quem quiser “fazer politicagem” deve “sumir”. Após a megaoperação contra o Comando Vermelho, que não contou com apoio federal, Castro disse que o governo estadual deixou de pedir ajuda após três negativas anteriores e reforçou que seguirá atuando sozinho. Ele também relatou ter conversado com membros do governo federal, que discutem estratégias para possível atuação no Rio.

Moradores retiram cerca de 60 corpos em área de mata após operação
Polícia

Moradores retiram cerca de 60 corpos em área de mata após operação

Após a Operação Contenção nas comunidades da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, moradores encontraram cerca de 60 novos corpos em áreas de mata, o que pode elevar o total de mortos para até 130, tornando-a a ação policial mais letal da história do estado. A operação, que já contabilizava oficialmente 64 mortos — 60 suspeitos e 4 policiais —, gerou críticas de especialistas e movimentos sociais, que a classificaram como desastrosa e violenta. O governador Cláudio Castro defendeu a ação e pediu apoio do governo federal, enquanto o ministro Ricardo Lewandowski afirmou não ter recebido solicitação oficial.

A estratégia da Jet para evitar roubos de patinetes e tornar o Brasil o seu maior mercado
Brasil/Mundo

A estratégia da Jet para evitar roubos de patinetes e tornar o Brasil o seu maior mercado

A Jet, empresa de patinetes elétricos fundada no Cazaquistão, planeja dobrar sua frota no Brasil de 20 mil para 40 mil até o fim de 2025 e usar o país como base para expansão na América Latina. Com operações em 30 cidades brasileiras e presença em países como Mongólia e Grécia, a Jet aposta em tecnologia antifurto e parcerias com prefeituras para evitar erros do passado. São Paulo é o principal foco da empresa, com 3 mil patinetes e planos de ultrapassar Almaty, sua maior operação. A companhia também oferece power banks e bicicletas elétricas, e emprega até 2 mil pessoas na alta temporada.

Furacão Melissa atinge Cuba depois de provocar estragos na Jamaica
Brasil/Mundo

Furacão Melissa atinge Cuba depois de provocar estragos na Jamaica

O furacão Melissa, agora de categoria 3, atingiu o leste de Cuba com ventos de até 195 km/h após devastar a Jamaica como categoria 5, deixando ao menos 10 mortos no Caribe. Considerado “extremamente perigoso” pelo Centro Nacional de Furacões dos EUA, o ciclone provocou evacuações em massa e graves inundações. A Jamaica foi declarada “zona de desastre”, e Cuba mantém “estado de alerta” em seis províncias. Especialistas atribuem a rápida intensificação da tempestade às mudanças climáticas, que têm tornado furacões mais fortes e destrutivos.

Trump espera uma ‘grande reunião’ com Xi Jinping na Coreia do Sul
Brasil/Mundo

Trump espera uma ‘grande reunião’ com Xi Jinping na Coreia do Sul

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que espera resolver “muitos problemas” em sua reunião com o líder chinês Xi Jinping na Coreia do Sul, buscando aliviar a guerra comercial e reduzir tarifas sobre produtos ligados ao fentanil. O encontro, durante a cúpula da APEC, deve tratar de questões estratégicas e econômicas, incluindo restrições chinesas a minerais raros. Enquanto Washington busca um acordo que Trump possa apresentar como vitória, Pequim enfatiza a construção de confiança mútua. Na viagem pela Ásia, Trump também recebeu honrarias na Coreia do Sul e descartou se reunir com o líder norte-coreano Kim Jong Un.

Israel anuncia retomada do cessar-fogo após bombardeios em Gaza
Brasil/Mundo

Israel anuncia retomada do cessar-fogo após bombardeios em Gaza

O Exército de Israel anunciou a retomada do cessar-fogo em Gaza após intensos bombardeios que deixaram mais de 100 mortos, incluindo 35 crianças, em resposta a supostas violações do Hamas. Israel afirmou ter atingido dezenas de alvos e 30 combatentes, enquanto o Hamas negou ter atacado tropas israelenses e acusou o país de romper a trégua. Apesar da escalada, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que “nada vai ameaçar o cessar-fogo”, defendendo o direito de Israel de reagir a ataques contra seus soldados.