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EUA na OEA: petróleo da Venezuela não pode ficar na mão de adversários
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EUA na OEA: petróleo da Venezuela não pode ficar na mão de adversários

Em reunião de emergência da OEA, os Estados Unidos defenderam a ação que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, afirmando que o petróleo venezuelano não pode permanecer sob controle de adversários do Hemisfério Ocidental. Washington negou invasão ou ocupação, classificou a operação como cumprimento de ordem judicial e disse que a prisão de Maduro removeu um obstáculo à democracia, cobrando ainda a libertação de presos políticos. Já Maduro, levado a Nova York para responder por acusações de narcoterrorismo e tráfico, declarou-se inocente e afirmou ser um “prisioneiro de guerra”.

Trump diz que ataque à Venezuela deixou "muitos" mortos
Brasil/Mundo

Trump diz que ataque à Venezuela deixou "muitos" mortos

Em discurso a deputados republicanos, Donald Trump elogiou a operação militar dos EUA que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, afirmando que a ação foi taticamente “brilhante” e causou muitas mortes do “outro lado”, sobretudo de cubanos que faziam a segurança do líder venezuelano. Trump exaltou o poder militar americano, criticou democratas e manifestantes contrários à operação, enquanto o ministro da Defesa da Venezuela denunciou que seguranças de Maduro foram mortos “a sangue frio” e exigiu sua libertação.

Bolsonaro sofreu traumatismo craniano e deve passar por exames em hospital
Política

Bolsonaro sofreu traumatismo craniano e deve passar por exames em hospital

O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um traumatismo cranioencefálico leve após cair e bater a cabeça em um móvel na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena, segundo o médico Claudio Birolini. Michelle Bolsonaro informou que ele aguardava autorização do STF para ser levado ao hospital e realizar exames. Bolsonaro havia recebido alta recentemente após tratamento de hérnia e tem histórico de complicações médicas desde o atentado de 2018; sua defesa voltou a pedir prisão domiciliar por motivos de saúde, mas os pedidos seguem negados pelo STF.

Trump diz que Machado não deveria ter vencido Nobel da Paz
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Trump diz que Machado não deveria ter vencido Nobel da Paz

Donald Trump negou que tenha descartado María Corina Machado para liderar a Venezuela por ela ter vencido o Prêmio Nobel da Paz, embora tenha afirmado que ela “não deveria tê-lo vencido”. Reportagem do Washington Post apontou que a aceitação do prêmio teria pesado contra a opositora, mesmo após ela dedicar a honraria a Trump, versão rejeitada pelo presidente americano. Machado afirmou que não fala com Trump desde outubro e deixou o país em dezembro para receber o Nobel, sendo representada pela filha na cerimônia.

Trump nega eleição nos próximos 30 dias na Venezuela e volta a rejeitar Corina
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Trump nega eleição nos próximos 30 dias na Venezuela e volta a rejeitar Corina

Donald Trump descartou a realização de novas eleições na Venezuela nos próximos 30 dias após a captura de Nicolás Maduro, afirmando que o país precisa ser “consertado” antes de qualquer votação. O presidente americano também rejeitou a participação da líder opositora María Corina Machado na transição e passou a reconhecer cooperação da presidente interina Delcy Rodríguez, aliada histórica do chavismo. A decisão gerou críticas da oposição, que pressiona por eleições rápidas e denuncia a manutenção da estrutura de poder do regime, aprofundando a incerteza política e adiando o retorno de milhões de venezuelanos que vivem no exterior.

Cubanos e venezuelanos mortos chegam a 55 após operação dos EUA
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Cubanos e venezuelanos mortos chegam a 55 após operação dos EUA

A operação militar dos Estados Unidos em Caracas, que culminou na prisão de Nicolás Maduro, deixou ao menos 55 mortos, sendo 32 soldados cubanos e 23 venezuelanos, segundo Havana e Caracas. Os cubanos atuavam como guarda-costas de Maduro, cuja localização teria sido monitorada pela inteligência americana com apoio de uma fonte venezuelana. Cuba, Irã e outros aliados condenaram a ação dos EUA como ilegal e perigosa, cobrando uma posição firme da ONU e maior coordenação entre países aliados contra o que classificam como unilateralismo de Washington.

Lewandowski avisa secretários e deve deixar Ministério da Justiça nos próximos dias
Brasil/Mundo

Lewandowski avisa secretários e deve deixar Ministério da Justiça nos próximos dias

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, decidiu deixar o cargo após dois anos e já comunicou sua equipe, com saída prevista para os próximos dias. Apesar de tentativas de Lula para que permanecesse até a aprovação da PEC da Segurança ou a reforma ministerial de abril, Lewandowski optou por antecipar sua aposentadoria, alegando desejo de descanso. Nomeado em fevereiro de 2024 após a ida de Flávio Dino ao STF, ele deixa a pasta destacando a atuação técnica, o fortalecimento da Polícia Federal e iniciativas voltadas à segurança pública.

Especialistas acreditam que exército venezuelano possa ter traído Maduro
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Especialistas acreditam que exército venezuelano possa ter traído Maduro

Após a captura de Nicolás Maduro e a posse interina de Delcy Rodríguez, especialistas avaliam que as Forças Armadas venezuelanas devem manter papel central na transição, tendendo a se alinhar ao novo governo para preservar seus interesses. Analistas apontam sinais de traição interna e possível cooperação de setores militares com os EUA, explicando a baixa resistência à operação. Apesar disso, a cúpula militar não teria interesse em uma mudança abrupta de regime, preferindo preservar a atual estrutura de poder para evitar responsabilizações por crimes passados. Já um novo ataque dos EUA é considerado improvável, sobretudo por custos políticos e falta de justificativa legal.

Crise na Venezuela liga alerta no Planalto sobre impacto nas eleições deste ano
Política

Crise na Venezuela liga alerta no Planalto sobre impacto nas eleições deste ano

A prisão de Nicolás Maduro após ação militar dos EUA gerou preocupação no entorno de Lula sobre impactos eleitorais em outubro, tanto por uma possível interferência americana quanto pelo uso do episódio pela oposição para associar o petista ao regime venezuelano. Embora Lula tenha evitado confronto direto com Trump e adotado discurso de defesa do direito internacional, bolsonaristas e aliados como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas exploram imagens e narrativas que ligam Lula a Maduro. Especialistas avaliam que o tema pode causar desgaste eleitoral se essa conexão ganhar força, enquanto a esquerda tenta equilibrar a crítica à intervenção estrangeira sem parecer conivente com a ditadura venezuelana.