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Política

O que a candidatura de Flávio à presidência expõe sobre a estratégia do bolsonarismo
Política

O que a candidatura de Flávio à presidência expõe sobre a estratégia do bolsonarismo

O anúncio de Flávio Bolsonaro como candidato da família na eleição de 2026 reorganiza a direita e evidencia a forte centralização de decisões no núcleo de Jair Bolsonaro, apesar das disputas internas. Embora visto como o “Bolsonaro mais político”, Flávio mantém a agenda ideológica do bolsonarismo e enfrenta limitações como menor carisma, investigações e rejeição acumulada. A escolha pressiona outros nomes da direita, como Tarcísio e Caiado, a definirem seus rumos, enquanto o movimento mostra mais uma tentativa de manter o projeto político da família unido, ainda que sem dissipar tensões internas.

Bolsonaristas preferem Michelle ou Tarcísio a Flávio, diz Datafolha
Política

Bolsonaristas preferem Michelle ou Tarcísio a Flávio, diz Datafolha

Pesquisas Datafolha mostram que Flávio Bolsonaro, recém-anunciado como candidato da direita para 2026, não é o nome preferido do eleitorado bolsonarista, nem conta com apoio claro do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apenas 8% o veem como ideal, enquanto Michelle Bolsonaro (22%) e Tarcísio de Freitas (20%) lideram as preferências. Metade dos eleitores afirma que jamais votaria em um candidato indicado por Bolsonaro, que está preso e inelegível até 2060. Entre os apoiadores mais fiéis do ex-presidente — majoritariamente homens, brancos e evangélicos — Michelle é vista como a melhor representante do bolsonarismo na disputa contra Lula em 2026.

Sob Lula 3, déficit das estatais atinge recorde e amplia pressão sobre contas do governo
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Sob Lula 3, déficit das estatais atinge recorde e amplia pressão sobre contas do governo

As estatais brasileiras registram um déficit crescente — R$ 6,35 bilhões até outubro e R$ 13,7 bilhões desde o início do governo Lula — revelando forte deterioração financeira, com os Correios no centro da crise após acumularem mais de R$ 6 bilhões de perdas anuais e buscarem um empréstimo de R$ 20 bilhões para evitar colapso. A crise combina má gestão, perda de competitividade, custos elevados da função social e falta de modelo sustentável, levando o governo a aceitar um déficit de até R$ 10 bilhões para 2026. Especialistas defendem reestruturação profunda, revisão do papel social e possível privatização parcial, sob risco de a situação continuar pressionando o Tesouro e a estabilidade fiscal do país.

Datafolha: nova pesquisa mostra estabilidade na avaliação do governo e de Lula
Política

Datafolha: nova pesquisa mostra estabilidade na avaliação do governo e de Lula

A nova pesquisa Datafolha indica estabilidade na percepção do governo Lula: 32% consideram sua gestão ótima ou boa, 37% a veem como ruim ou péssima e 30% como regular, números muito próximos aos de setembro. A aprovação pessoal do presidente ficou em 49% e a reprovação em 48%. O desempenho é melhor entre idosos, menos escolarizados, nordestinos e católicos, enquanto a rejeição é maior entre pessoas de renda mais alta, escolaridade superior, moradores do Sul e evangélicos. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre 2 e 4 de dezembro.

Ibovespa tomba e dólar dispara com Flávio Bolsonaro pré-candidato; veja cotações
Política

Ibovespa tomba e dólar dispara com Flávio Bolsonaro pré-candidato; veja cotações

A confirmação de Flávio Bolsonaro como escolhido do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar a Presidência em 2026 provocou forte reação negativa do mercado: o Ibovespa despencou mais de 4% e o dólar subiu mais de 2%. Investidores veem Flávio como um candidato mais fraco e menos previsível que Tarcísio de Freitas, favorito do mercado, o que aumenta a percepção de risco, incerteza fiscal e polarização política. Analistas dizem que a notícia divide a oposição, reduz a clareza sobre reformas e acende alerta sobre possível instabilidade prolongada, pressionando juros, câmbio e ações.

Membros da família Bolsonaro manifestam apoio a candidatura de Flávio após discórdias
Política

Membros da família Bolsonaro manifestam apoio a candidatura de Flávio após discórdias

Ao fim de uma semana de conflitos internos, a família Bolsonaro se unificou em torno de Flávio Bolsonaro após ele anunciar ter sido escolhido por Jair Bolsonaro como pré-candidato à Presidência em 2026. Eduardo Bolsonaro, Michelle e outros membros da família declararam apoio público, pedindo união da direita. A adesão ocorre após dias de atritos envolvendo críticas de Michelle ao PL do Ceará e respostas duras dos filhos, seguidos de reconciliação. Com Eduardo nos EUA e Carlos mais distante, Flávio assume o papel de porta-voz político do pai durante sua prisão, tornando-se o principal nome do bolsonarismo para 2026.

Me coloco diante de Deus para cumprir a missão, diz Flávio após confirmar candidatura
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Me coloco diante de Deus para cumprir a missão, diz Flávio após confirmar candidatura

Flávio Bolsonaro confirmou que foi escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, para representar o PL na disputa presidencial de 2026. Em comunicado, disse assumir a missão “diante de Deus” para continuar o projeto bolsonarista, criticou o atual cenário do país e afirmou que não ficará inerte diante do que vê como perda de confiança e crise institucional. A oficialização ocorre em meio a tensões internas no PL, agravadas após um diretório estadual apoiar Ciro Gomes, o que gerou atritos com Michelle Bolsonaro e levou o partido a recuar.

Bolsonaro escolhe Flávio como seu candidato à presidência em 2026
Política

Bolsonaro escolhe Flávio como seu candidato à presidência em 2026

Jair Bolsonaro decidiu apoiar seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato à Presidência em 2026, escolha já confirmada pelo próprio parlamentar. A decisão visa manter o capital político dentro da família, mesmo com a preferência inicial de parte do PL e do Centrão por Tarcísio de Freitas. Com a mudança, o partido começa a dar mais protagonismo a Flávio, enquanto a estrutura política dos Bolsonaro também deve se reorganizar, com Michelle possivelmente disputando o Senado pelo DF e Carlos e Jair Renan buscando vagas no Legislativo por Santa Catarina.

PT aponta aliança entre Centrão e extrema direita para sabotar governo
Política

PT aponta aliança entre Centrão e extrema direita para sabotar governo

A cúpula do PT avalia que o Centrão, aliado à extrema direita, atua para sabotar o governo Lula, e vê o governador Tarcísio de Freitas como o principal articulador de um projeto “privatista” e opositor ao Planalto. Em proposta de resolução política que será debatida pelo partido, o PT aponta tensões com o Congresso, críticas à perda de atribuições do Executivo e defende priorizar a disputa pelo Senado em 2026. O texto também sugere a criação de um Ministério da Segurança Pública diante da crescente preocupação nacional com o tema. O partido afirma que a prisão de Jair Bolsonaro fragiliza, mas não desmonta o bolsonarismo, e prepara seu 8º Congresso Nacional para definir diretrizes eleitorais e o programa pós-Lula.

TRE-SP mantém inelegibilidade de Pablo Marçal até 2032
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TRE-SP mantém inelegibilidade de Pablo Marçal até 2032

O TRE-SP manteve a inelegibilidade por oito anos do empresário Pablo Marçal por uso indevido dos meios de comunicação, além de confirmar a multa de R$ 420 mil por descumprir ordem judicial na campanha de 2024. Outras acusações, como abuso de poder econômico e gastos ilícitos, foram derrubadas. A decisão, apertada por 4 a 3, mantém Marçal inelegível até 2032, mas ele ainda pode recorrer ao TSE. O caso envolveu investigação sobre um “concurso de corte” para impulsionar vídeos de campanha e anúncios pagos ligados à equipe do candidato.

Vereador do PT é alvo de mais um pedido de cassação após declarar uso de maconha
Política

Vereador do PT é alvo de mais um pedido de cassação após declarar uso de maconha

O deputado Tito Barichello pediu a cassação de Renato Freitas após o petista declarar em vídeo, na ExpoCannabis 2025, que é usuário de maconha e defender a legalização do uso recreativo, o que Barichello considera violação do decoro e estímulo a conduta ilegal. Este é mais um de vários pedidos contra Freitas, que já foi acusado de atitudes agressivas e uso indevido do espaço parlamentar. Renato, advogado e deputado estadual desde 2022, tem histórico de militância em pautas sociais e já teve um mandato cassado como vereador, posteriormente revertido pela Justiça.

Bolsonaro permanecerá preso em regime fechado até 2033, diz Justiça
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Bolsonaro permanecerá preso em regime fechado até 2033, diz Justiça

O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, deverá cumprir ao menos sete anos e meio em regime fechado, podendo solicitar progressão ao semiaberto apenas em abril de 2033 e liberdade condicional em março de 2037. As datas podem mudar conforme seu comportamento na prisão ou novas condenações, mas também podem ser adiantadas por atividades como leitura ou trabalho. Apesar da condenação definitiva, Bolsonaro ainda tenta reverter a decisão no STF, embora com poucas chances de sucesso.