COP30 receberá exposição com fotografias sobre preservação ambiental no Brasil
Entrada franca
Entrada franca
Um relatório da ONU divulgado nesta terça-feira (28) mostra que as novas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa apresentadas por 64 países podem diminuir em 17% os impactos climáticos até 2030, se cumpridas integralmente. Apesar do avanço em qualidade e abrangência das metas, especialistas alertam que a redução ainda é insuficiente frente à necessidade de cortes de 60% apontada pela ciência. O estudo destaca também a importância de ampliar o financiamento climático, especialmente para ações baseadas na natureza, e cobra maior comprometimento global antes da COP30, que será sediada no Brasil.
Durante a COP30 será lançada a Plataforma Natureza ON, desenvolvida pelo MapBiomas e Fundação Grupo Boticário com tecnologia do Google Cloud, que mapeia áreas de vulnerabilidade climática em todo o Brasil e sugere soluções sustentáveis para reduzir impactos de eventos extremos. A ferramenta gratuita permitirá identificar riscos em diferentes territórios e propor Soluções Baseadas na Natureza, como jardins de chuva e parques lineares, auxiliando gestores e sociedade na adaptação às mudanças climáticas e no planejamento urbano resiliente.
Pela primeira vez, mosquitos foram detectados na Islândia, um dos poucos lugares do mundo antes livres desses insetos. Três exemplares da espécie Culiseta annulata foram encontrados perto de Reykjavik, possivelmente trazidos por navios ou contêineres. Segundo o pesquisador Matthias Alfredsson, embora o aquecimento global favoreça sua sobrevivência, a espécie já é adaptada a climas frios e pode hibernar durante o inverno, o que aumenta as chances de se estabelecer no país.
A extração de manganês em Rio Preto, em Marabá (PA), usada na produção de baterias e vista como essencial para a transição energética, tem gerado graves impactos ambientais e sociais, como poeira, riscos de acidentes e conflitos locais. Um estudo incluído na coleção Politizando o Clima critica a chamada “transição verde”, apontando que ela mascara práticas destrutivas e aprofunda desigualdades. As pesquisadoras defendem uma abordagem de justiça socioambiental, destacando que países ricos continuam impondo custos ambientais ao Sul Global, mantendo uma lógica colonial sob o discurso de sustentabilidade.
Fenômeno
Ambientalistas e cientistas criticaram a licença concedida pelo Ibama à Petrobras para perfurar poços na Foz do Amazonas, alegando riscos climáticos e ambientais e prometendo acionar a Justiça para anular a decisão. Especialistas como Carlos Nobre e Paulo Artaxo alertam que a medida agrava a crise climática e contraria compromissos do Acordo de Paris. Organizações como Greenpeace e Observatório do Clima acusam o governo de priorizar o lucro e enfraquecer a transição energética. Já o Ibama e a Petrobras defendem que o licenciamento seguiu rigorosos critérios técnicos, e o governo Lula argumenta que o petróleo ainda é necessário para o desenvolvimento nacional, desde que sem danos ambientais.
A Polícia Federal realizou uma operação no Aeroporto de Guarulhos nos dias 17 e 18 de outubro, apreendendo maconha, um passaporte italiano com restrição judicial e 18 pássaros silvestres mantidos em maus-tratos. Um belga que levava as aves para a França sem autorização foi preso e poderá responder por crimes ambientais. Os animais, debilitados, foram resgatados com apoio do Ibama e encaminhados para tratamento.
O relatório Global Tipping Points 2025, divulgado nesta segunda-feira (13), alerta que os recifes de corais tropicais já ultrapassaram um ponto de não retorno devido ao aquecimento recorde dos oceanos, tornando sua recuperação praticamente impossível. Elaborado por 160 cientistas de 85 instituições, o estudo aponta que o branqueamento já afeta 80% dos corais e que outros ecossistemas, como as geleiras, correntes oceânicas e a Floresta Amazônica, também enfrentam riscos de colapso mesmo com aumentos de temperatura abaixo de 2 °C. As conclusões reforçam a urgência das discussões climáticas da pré-COP, realizada em Brasília.
Um estudo de pesquisadores da UFF, UFRJ e Uerj reuniu 140 trabalhos internacionais e confirmou a presença generalizada de micro e nanoplásticos no meio ambiente e no corpo humano, encontrados até em alimentos, água e ar. Embora ainda não comprovados os danos diretos à saúde, já se sabe que essas partículas podem se acumular em órgãos e até em fetos. Os cientistas alertam para a urgência de ampliar a reciclagem e reduzir o uso de plásticos, enquanto a ONU tenta avançar em um tratado global contra a poluição plástica.
O governo federal publicou um decreto que permite a empresas, cooperativas e associações que administram florestas públicas escolherem o método de certificação de créditos de carbono, com o objetivo de gerar renda e combater as mudanças climáticas. A medida, que altera a Lei de Gestão de Florestas Públicas, traz mais agilidade e transparência ao mercado de carbono e possibilita o reconhecimento internacional dos créditos. Além disso, foi criada a Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, no Ministério da Fazenda, para estruturar o setor até 2030 e definir regras e critérios para o novo sistema.
Apelo global