Meio Ambiente
Segundo dia da Cúpula do Clima terá debates sobre transição energética
A Cúpula do Clima em Belém encerra-se nesta sexta-feira (7) com debates sobre transição energética, o Acordo de Paris, NDCs e financiamento climático, reunindo líderes de mais de 70 países como preparação para a COP30, que ocorrerá de 10 a 21 de novembro na cidade. No primeiro dia, o presidente Lula cobrou ações concretas para conter o aquecimento global e lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que já soma US$ 5,5 bilhões. O evento reforça a importância da cooperação internacional e do multilateralismo no enfrentamento da crise climática.
Lula espera aportes de mais sete países ao fundo florestal
O governo Lula espera novos aportes de sete países ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), com destaque para a possível adesão da Alemanha, que pode ser anunciada em encontro entre Lula e o primeiro-ministro Friedrich Merz. A iniciativa, que recompensa países pela preservação das florestas, já conta com compromissos de Brasil, Indonésia, Noruega e França, somando mais de US$ 5,5 bilhões. Há expectativa de contribuições futuras de Reino Unido, Canadá, China e Emirados Árabes, com meta de alcançar US$ 10 bilhões no primeiro ano.
Lula diz que extremistas ‘fabricam inverdades’ para negar mudanças climáticas
Durante a abertura da Cúpula de Líderes da COP30, em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou que “forças extremistas fabricam inverdades” para negar as mudanças climáticas e pediu ações urgentes para limitar o aquecimento global a 1,5°C. Em discurso a líderes mundiais, Lula defendeu a transição energética, o fim do desmatamento e a justiça climática como caminhos para um desenvolvimento sustentável, afirmando que o combate à crise climática deve estar no centro das decisões políticas e econômicas globais.
Lula e secretário-geral da ONU pedem que luta pelo clima não seja abandonada
Durante a cúpula preparatória para a COP30, em Belém do Pará, Brasil e ONU fizeram um apelo urgente por ações concretas contra as mudanças climáticas, diante do fracasso em limitar o aquecimento global a 1,5 °C. O presidente Lula pediu união e criticou a desinformação de grupos extremistas, enquanto António Guterres classificou a crise climática como um “fracasso moral”. O evento reúne cerca de 30 líderes mundiais, incluindo Emmanuel Macron, Gustavo Petro e o príncipe William, e marca o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre. Apesar dos avanços ambientais, o Brasil é cobrado por contradições como a exploração de petróleo na Amazônia.
Noruega anuncia US$3 bilhões para Fundo Florestas Tropicais para Sempre
A Noruega anunciou um investimento de US$ 3 bilhões no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), criado pelo Brasil para financiar a conservação de florestas tropicais por meio de investimentos, e não de doações. O aporte será feito ao longo de 10 anos. Além da Noruega, Brasil e Indonésia já confirmaram contribuições de US$ 1 bilhão cada, enquanto Portugal e Países Baixos destinarão valores menores. O presidente Lula destacou que o TFFF representa uma nova abordagem para enfrentar os desafios climáticos globais.
Fundo para florestas tropicais atinge aporte de US$ 5,5 bilhões
O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado pelo presidente Lula durante a Cúpula do Clima em Belém, já soma US$ 5,5 bilhões em investimentos de Brasil, Noruega, Indonésia e França. O mecanismo combina recursos públicos e privados na forma de investimento, e não de doação, para financiar projetos que garantam a preservação das florestas tropicais. Parte dos recursos será destinada aos povos indígenas e comunidades locais, e o fundo conta com o apoio de 53 países, incluindo Alemanha, Canadá, China e Reino Unido.
Brasil pode antecipar para 2040 a neutralidade de emissões de CO2
Um estudo do Instituto Amazônia 4.0 aponta que o Brasil pode antecipar para 2040 a meta de neutralidade de emissões de gases de efeito estufa, prevista para 2050, por meio de dois cenários: o AFOLU-2040, focado em reduzir o desmatamento, restaurar florestas e adotar agricultura regenerativa, e o Energia-2040, que propõe acelerar a transição para energias renováveis e reduzir drasticamente o uso de combustíveis fósseis. O primeiro exige menor investimento e aproveita políticas já em andamento, enquanto o segundo requer mudanças mais profundas, mas pode tornar o país líder global em energia limpa.
Pantanal é o bioma mais atingido pelo aumento da temperatura no país
Dados do MapBiomas divulgados nesta quarta-feira (5) mostram que o Pantanal e a Amazônia registraram os maiores aumentos de temperatura do país nos últimos 40 anos, com elevações médias de 1,9°C e 1,2°C, respectivamente. O levantamento aponta que o aquecimento está ligado ao desmatamento e à redução das chuvas, agravando incêndios e secas extremas, especialmente em 2024. A nova plataforma MapBiomas Atmosfera, que monitora temperatura, precipitação e poluentes, deve ajudar na formulação de políticas públicas para mitigar os impactos das mudanças climáticas no Brasil.
Presidente celebra menor índice de desmatamento em Unidades de Conservação na Amazônia desde 2008
Resultados históricos
Emissões de gases de efeito de estufa caíram 17% no Brasil em 2024
Em 2024, as emissões de gases de efeito estufa no Brasil caíram 17%, totalizando 2,15 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, a segunda queda consecutiva, impulsionada principalmente pela redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Apesar do avanço, o país ainda enfrenta aumento nas emissões dos setores de energia, indústria e resíduos, além do paradoxo da expansão petrolífera. A agropecuária teve leve redução, e o país segue como o quinto maior emissor global. Para 2025, o Brasil deve registrar nova queda, mas ainda não atingirá a meta climática do Acordo de Paris, segundo o SEEG.
De olho no selo: Praia de Lages em AL entra no radar do IMA
Qualidade da água