Brasil tem alertas de tempestades e vendavais; confira o clima
Chuvas intensas
Chuvas intensas
Durante a COP30 em Belém, o CLP destacou Alagoas como o estado com menor índice de desmatamento do Nordeste e avanços em sustentabilidade. O estado ocupa a 2ª posição regional em emissões de CO₂ por PIB e em coleta seletiva urbana. Entre as ações do governo, estão a política de priorizar etanol na frota estadual e projetos como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que remunera quem preserva biomas, e o Selo Alagoas pelo Clima, que incentiva práticas de redução e compensação de emissões.
Tragédia
Catástrofe
O tornado que atingiu o Paraná durante o fim da COP30 reforçou, segundo especialistas, a urgência de ações e investimentos para enfrentar os extremos climáticos. Carlos Rittl, da Wildlife Conservation Society, destacou que o mundo vive uma “era de extremos” e cobrou compromissos mais efetivos para reduzir emissões e cumprir o Acordo de Paris. Já o professor Everaldo Barreiros, da UFPA, defendeu mais recursos para adaptação das cidades, especialmente nos países vulneráveis. Ambos ressaltaram que cada município deve criar estratégias próprias para lidar com desastres e proteger vidas diante do agravamento das mudanças climáticas.
O governo federal e a Neoenergia lançaram o projeto Usina Solar Noronha Verde, que visa descarbonizar totalmente a geração de energia em Fernando de Noronha até 2027. Com investimento de R$ 350 milhões, serão instalados mais de 30 mil painéis solares e sistemas de baterias, substituindo o uso de diesel e tornando a ilha a primeira da América Latina com energia 100% limpa. O projeto, apoiado pelo governo de Pernambuco, promete reduzir custos, gerar empregos e servir de exemplo global de transição energética sustentável.
Devastação
A Cúpula do Clima em Belém encerra-se nesta sexta-feira (7) com debates sobre transição energética, o Acordo de Paris, NDCs e financiamento climático, reunindo líderes de mais de 70 países como preparação para a COP30, que ocorrerá de 10 a 21 de novembro na cidade. No primeiro dia, o presidente Lula cobrou ações concretas para conter o aquecimento global e lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que já soma US$ 5,5 bilhões. O evento reforça a importância da cooperação internacional e do multilateralismo no enfrentamento da crise climática.
O governo Lula espera novos aportes de sete países ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), com destaque para a possível adesão da Alemanha, que pode ser anunciada em encontro entre Lula e o primeiro-ministro Friedrich Merz. A iniciativa, que recompensa países pela preservação das florestas, já conta com compromissos de Brasil, Indonésia, Noruega e França, somando mais de US$ 5,5 bilhões. Há expectativa de contribuições futuras de Reino Unido, Canadá, China e Emirados Árabes, com meta de alcançar US$ 10 bilhões no primeiro ano.
Durante a abertura da Cúpula de Líderes da COP30, em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou que “forças extremistas fabricam inverdades” para negar as mudanças climáticas e pediu ações urgentes para limitar o aquecimento global a 1,5°C. Em discurso a líderes mundiais, Lula defendeu a transição energética, o fim do desmatamento e a justiça climática como caminhos para um desenvolvimento sustentável, afirmando que o combate à crise climática deve estar no centro das decisões políticas e econômicas globais.
Durante a cúpula preparatória para a COP30, em Belém do Pará, Brasil e ONU fizeram um apelo urgente por ações concretas contra as mudanças climáticas, diante do fracasso em limitar o aquecimento global a 1,5 °C. O presidente Lula pediu união e criticou a desinformação de grupos extremistas, enquanto António Guterres classificou a crise climática como um “fracasso moral”. O evento reúne cerca de 30 líderes mundiais, incluindo Emmanuel Macron, Gustavo Petro e o príncipe William, e marca o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre. Apesar dos avanços ambientais, o Brasil é cobrado por contradições como a exploração de petróleo na Amazônia.