Assine a newsletter

Polícia

O que diz a decisão que embasou a operação no RJ que deixou 121 mortos
Polícia

O que diz a decisão que embasou a operação no RJ que deixou 121 mortos

A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro revela que o Comando Vermelho montou uma estrutura hierárquica e armada para controlar ao menos 12 comunidades da zona norte do Rio e expandir seu domínio. Com base em mensagens obtidas de celulares, a investigação apontou uma cadeia de comando rigorosa, com ordens de execução, tortura e gestão do tráfico. A megaoperação no Complexo do Alemão, planejada por 75 dias, visava prender líderes como Doca e Pedro Bala, mas terminou com mais de 120 mortos, tornando-se uma das ações mais letais da história do estado. As provas incluem vídeos de execuções e torturas, supostamente organizadas pelo grupo “Sombra”.

Governo enviará ao Congresso projeto de lei anti-facção
Polícia

Governo enviará ao Congresso projeto de lei anti-facção

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou que o governo Lula enviará ao Congresso um projeto de lei anti-facção para reforçar o combate ao crime organizado e informou que a Polícia Federal abrirá um inquérito “guarda-chuva” sobre facções criminosas. A declaração ocorre após a megaoperação nas favelas da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos e 113 presos, sendo considerada a mais letal da história do estado. A Defensoria Pública apontou indícios de ilegalidades na ação, enquanto o governador Cláudio Castro a classificou como um “sucesso”.

Criminosos lucram com suas histórias em filmes e séries como Tremembé? Entenda
Entretenimento

Criminosos lucram com suas histórias em filmes e séries como Tremembé? Entenda

A série Tremembé, do Prime Video, inspirada no livro Tremembé: O Presídio dos Famosos de Ullisses Campbell, retrata a vida e os crimes de detentos célebres como Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga. Antes mesmo da estreia, a produção gerou debates sobre a possibilidade de criminosos lucrarem com suas histórias, o que, segundo especialistas, é proibido pela legislação brasileira para evitar enriquecimento ilícito. O autor e roteirista garantiu que nenhum dos retratados participou da obra. O tema reacende discussões sobre os limites entre liberdade de expressão, interesse público e ética na dramatização de crimes reais.

Lula sanciona lei que fortalece o combate ao crime organizado
Política

Lula sanciona lei que fortalece o combate ao crime organizado

O presidente Lula sancionou a Lei 15.245, que reforça o combate ao crime organizado ao modificar o Código Penal e a Lei das Organizações Criminosas. A nova norma cria penas mais severas para quem contrata integrantes de facções, obstrui ações policiais ou conspira contra elas, além de garantir proteção a agentes públicos e seus familiares. A medida foi publicada após a Operação Contenção, no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos e levou à criação de um escritório emergencial para integrar ações federais e estaduais contra o crime.

Líder do Comando Vermelho, Marcinho VP pede ao STF para dar entrevista à Record
Polícia

Líder do Comando Vermelho, Marcinho VP pede ao STF para dar entrevista à Record

O traficante Marcinho VP, líder do Comando Vermelho, pediu ao STF autorização para conceder uma entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, da TV Record, após a Justiça Federal de Campo Grande negar o pedido. A defesa argumenta que a decisão representa censura prévia. A entrevista trataria da prisão de Marcinho, de sua relação com o filho, o cantor Oruam, e de temas pessoais. O caso foi distribuído ao ministro Flávio Dino.

Operação mira chefe do PCC, agiotas e influencers em São Paulo
Polícia

Operação mira chefe do PCC, agiotas e influencers em São Paulo

O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira, 30, a Operação Off White, para combater um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresários, influenciadores, traficantes e membros do PCC. A ação cumpre nove mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, além do bloqueio de 12 imóveis de luxo e contas bancárias. As investigações continuam para identificar outros participantes e esquemas relacionados.

Lewandowski e Castro anunciam escritório emergencial de combate ao crime no RJ
Política

Lewandowski e Castro anunciam escritório emergencial de combate ao crime no RJ

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciaram a criação de um escritório emergencial para integrar ações de combate ao crime organizado entre os governos federal e estadual, após a Operação Contenção nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou 121 mortos, incluindo quatro agentes. O novo órgão, coordenado por Victor Santos e Mário Sarrubbo, funcionará como uma força-tarefa temporária para articular estratégias de segurança sem criar estruturas burocráticas permanentes.

Cláudio Castro chama operação mais letal do país de ‘sucesso’: ‘Se inocente morreu, foi irrisório’
Polícia

Cláudio Castro chama operação mais letal do país de ‘sucesso’: ‘Se inocente morreu, foi irrisório’

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), defendeu a operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou ao menos 119 mortos, afirmando ter “total tranquilidade” quanto à ação, que, segundo ele, visava cumprir mandados após mais de um ano de investigação. Castro declarou que as verdadeiras vítimas foram os quatro policiais mortos e que os confrontos ocorreram em área de mata, classificando os demais mortos como criminosos, salvo possíveis “erros residuais”. Ele considerou a ofensiva, que mobilizou 2,5 mil agentes, um “sucesso” contra o crime organizado.

"Não era razoável", diz PF sobre planejamento da operação no Rio
Polícia

"Não era razoável", diz PF sobre planejamento da operação no Rio

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a PF foi informada sobre a Operação Contenção, mas decidiu não participar por considerar que a ação “não era razoável” e fora de sua atribuição legal, já que a corporação atua em investigações, não em ações ostensivas. Segundo ele, a PF não foi comunicada oficialmente sobre a deflagração da operação, que resultou em mais de 130 mortos nos complexos do Alemão e da Penha. Rodrigues destacou que a PF continua atuando no Rio de Janeiro com foco em inteligência, investigação e combate financeiro ao crime organizado, conforme determinações do STF na ADPF das Favelas.

Lula ficou "estarrecido" com número de mortos no Rio, diz Lewandowski
Política

Lula ficou "estarrecido" com número de mortos no Rio, diz Lewandowski

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que o presidente Lula ficou “estarrecido” com o número de mortos na Operação Contenção, no Rio de Janeiro, e se surpreendeu por a ação ter ocorrido sem comunicação ao governo federal. Após reunião com Lula, Lewandowski classificou a operação como “extremamente violenta” e questionou sua compatibilidade com o Estado Democrático de Direito. O governo federal enviará peritos e legistas para identificar os corpos e avaliará ampliar o apoio da Força Nacional e da PF. Sobre a GLO, o ministro disse que a medida só pode ser adotada com pedido formal do governador e defendeu o uso de inteligência e coordenação, e não apenas força bruta, no combate ao crime organizado.

Operação supera massacre do Carandiru em violações, diz deputada
Política

Operação supera massacre do Carandiru em violações, diz deputada

A deputada Dani Monteiro, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, comparou a Operação Contenção, que deixou 119 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, ao massacre do Carandiru, classificando-a como a maior violação de direitos humanos desde a redemocratização. Ela criticou a falta de investigação prévia e de câmeras corporais, afirmando que não há provas de que todos os mortos eram criminosos. A parlamentar destacou que a ONU pediu esclarecimentos ao Brasil e denunciou o “uso excessivo da força” pelo Estado, enquanto o governador Cláudio Castro defende a ação como um “sucesso” contra o crime.

Entenda o que é GLO e por que ela pode ser usada após megaoperação no Rio contra o CV
Polícia

Entenda o que é GLO e por que ela pode ser usada após megaoperação no Rio contra o CV

A megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou 119 mortos, reacendeu o embate entre o governador Cláudio Castro (PL) e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, sobre o uso da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Castro acusou o governo federal de negar apoio e empréstimo de blindados, enquanto Lewandowski afirmou não ter recebido pedido formal e explicou que a GLO só pode ser decretada pelo presidente após o reconhecimento da incapacidade das forças estaduais. O mecanismo, usado em crises de segurança, transfere temporariamente o poder de polícia às Forças Armadas e já foi acionado 146 vezes desde 1992, sendo Lula o último a utilizá-lo em 2023.