Polícia Civil investiga desvio de R$ 600 mil de ONG em Maceió
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A maioria dos mortos na megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha são homens jovens: 95% tinham entre 14 e 39 anos, com média de 28. Segundo a Polícia Civil, mais de 95% tinham ligação com o Comando Vermelho, e 59 possuíam mandados de prisão. Entre os mortos, quatro eram policiais e 62 vieram de outros estados. As investigações continuam, e o governo afirma que o processo está sendo documentado para garantir transparência e legalidade.
A Polícia Civil negou a morte de Penélope, a “Japinha do CV”, durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha. A confusão surgiu após a circulação de uma foto nas redes sociais que, segundo a polícia, mostra outro suspeito morto, Ricardo Aquino dos Santos, de 22 anos. Conhecida por ostentar armas online e chamada de “musa do crime”, Penélope é apontada como integrante influente do Comando Vermelho, responsável por proteger rotas de fuga e pontos estratégicos do tráfico.
A CPI do Crime Organizado, instalada nesta terça-feira (4) no Senado, começa sob forte disputa política entre governo e oposição pelo comando e pelas prioridades da comissão. A oposição indicou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a presidência, enquanto o governo apoia Fabiano Contarato (PT-ES); a relatoria deve ficar com Alessandro Vieira (MDB-SE). A comissão, que investigará a atuação de facções e milícias, surge em meio à repercussão da megaoperação no Rio de Janeiro e promete ser palco de embates sobre segurança pública, tema central para as eleições de 2026.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Freedom, com apoio no Ceará, para desarticular o núcleo armado e o braço financeiro do Comando Vermelho no estado. A ação resultou em 31 prisões, 46 mandados de busca e o bloqueio de 51 contas bancárias, atingindo duramente as finanças da facção. Os investigados são suspeitos de envolvimento em homicídios e tráfico de drogas, e a operação deve ajudar a esclarecer cerca de 30 assassinatos em Salvador.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou ao STF que a operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou 121 mortos, seguiu a Constituição e buscou reduzir riscos, atuando em áreas não residenciais. Ele disse que a ação teve controle judicial e acompanhamento do Ministério Público, conforme a ADPF das Favelas. Castro se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes, que pediu esclarecimentos e preservação das provas. O governo alegou dificuldade na perícia por ocorrer em área de mata e relatou que corpos teriam sido removidos e alterados por terceiros antes da investigação.
Segurança Pública
A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou o perfil de 115 das 117 pessoas mortas na Operação Contenção nos complexos do Alemão e da Penha, apontando que 95% tinham ligação com o Comando Vermelho e 54% eram de outros estados. O principal alvo, “Doca”, líder do CV, segue foragido. Nenhum dos mortos havia sido denunciado pelo Ministério Público, e a OAB-RJ criou um observatório para acompanhar o caso. Nesta segunda (3), o ministro Alexandre de Moraes se reúne com autoridades do Rio e determinou a preservação rigorosa das provas da operação.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista após as eleições de 2022 e aguarda a decisão final do STF, que julga seus recursos até 14 de novembro. Caso o resultado seja mantido, ele pode ser preso ainda neste mês, possivelmente no complexo da Papuda ou na sede da Polícia Federal em Brasília. A defesa tenta manter a prisão domiciliar, alegando necessidade de cuidados médicos e falta de tempo para analisar as provas. O julgamento, relatado por Alexandre de Moraes, envolve também ex-ministros e aliados de Bolsonaro.
A pesquisa Genial/Quaest revelou que 64% dos fluminenses aprovam a operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, e 73% defendem que ações semelhantes continuem. Apesar do apoio, 52% consideram o Rio menos seguro após a operação, e 87% afirmam que o estado vive uma “situação de guerra”. A maioria acredita que o governo estadual precisa de apoio federal para combater o crime. A aprovação do governador Cláudio Castro subiu para 53%, especialmente entre eleitores de Bolsonaro, enquanto 84% dos entrevistados rejeitam a fala de Lula de que traficantes seriam vítimas dos usuários.
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro, por meio do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, pediu à Ouvidoria da Polícia Militar as gravações das câmeras corporais usadas na megaoperação dos Complexos da Penha e do Alemão, que deixou 121 mortos. O órgão também questiona o uso das baterias extras das câmeras, após a PM alegar perda de parte das imagens por falha de energia. O Ministério Público do Rio determinou a análise das gravações, consideradas fundamentais para apurar as circunstâncias das mortes e a atuação policial.