Flávio Bolsonaro tem o pior desempenho contra Lula entre nomes da direita
Eleições 2026
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A nova pesquisa Datafolha indica estabilidade na percepção do governo Lula: 32% consideram sua gestão ótima ou boa, 37% a veem como ruim ou péssima e 30% como regular, números muito próximos aos de setembro. A aprovação pessoal do presidente ficou em 49% e a reprovação em 48%. O desempenho é melhor entre idosos, menos escolarizados, nordestinos e católicos, enquanto a rejeição é maior entre pessoas de renda mais alta, escolaridade superior, moradores do Sul e evangélicos. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre 2 e 4 de dezembro.
A confirmação de Flávio Bolsonaro como escolhido do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar a Presidência em 2026 provocou forte reação negativa do mercado: o Ibovespa despencou mais de 4% e o dólar subiu mais de 2%. Investidores veem Flávio como um candidato mais fraco e menos previsível que Tarcísio de Freitas, favorito do mercado, o que aumenta a percepção de risco, incerteza fiscal e polarização política. Analistas dizem que a notícia divide a oposição, reduz a clareza sobre reformas e acende alerta sobre possível instabilidade prolongada, pressionando juros, câmbio e ações.
Lindbergh Farias afirmou que a escolha de Flávio Bolsonaro como candidato de Jair Bolsonaro em 2026 era previsível e visa apenas manter o protagonismo da família na oposição, já que, segundo ele, Lula deve se reeleger. O petista disse que uma candidatura de Tarcísio seria prejudicial aos Bolsonaros, pois apagaria a imagem do ex-presidente enquanto ele está preso. Para Lindbergh, o nome da oposição é irrelevante, pois os resultados do governo Lula — como redução da pobreza e crescimento econômico — garantiriam sua vitória. Ele resumiu a disputa como o “Brasil do osso dos Bolsonaros” contra o “Brasil de oportunidades reconstruído por Lula”.
Ao fim de uma semana de conflitos internos, a família Bolsonaro se unificou em torno de Flávio Bolsonaro após ele anunciar ter sido escolhido por Jair Bolsonaro como pré-candidato à Presidência em 2026. Eduardo Bolsonaro, Michelle e outros membros da família declararam apoio público, pedindo união da direita. A adesão ocorre após dias de atritos envolvendo críticas de Michelle ao PL do Ceará e respostas duras dos filhos, seguidos de reconciliação. Com Eduardo nos EUA e Carlos mais distante, Flávio assume o papel de porta-voz político do pai durante sua prisão, tornando-se o principal nome do bolsonarismo para 2026.
Flávio Bolsonaro confirmou que foi escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, para representar o PL na disputa presidencial de 2026. Em comunicado, disse assumir a missão “diante de Deus” para continuar o projeto bolsonarista, criticou o atual cenário do país e afirmou que não ficará inerte diante do que vê como perda de confiança e crise institucional. A oficialização ocorre em meio a tensões internas no PL, agravadas após um diretório estadual apoiar Ciro Gomes, o que gerou atritos com Michelle Bolsonaro e levou o partido a recuar.
Disputa presidencial
Jair Bolsonaro decidiu apoiar seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato à Presidência em 2026, escolha já confirmada pelo próprio parlamentar. A decisão visa manter o capital político dentro da família, mesmo com a preferência inicial de parte do PL e do Centrão por Tarcísio de Freitas. Com a mudança, o partido começa a dar mais protagonismo a Flávio, enquanto a estrutura política dos Bolsonaro também deve se reorganizar, com Michelle possivelmente disputando o Senado pelo DF e Carlos e Jair Renan buscando vagas no Legislativo por Santa Catarina.
O clã Bolsonaro vive um momento de forte crise interna e disputa por liderança desde que Jair Bolsonaro passou a cumprir pena pela tentativa de golpe, deixando um vácuo no comando da direita. Conflitos públicos entre Michelle e os filhos do ex-presidente — Flávio, Eduardo e Carlos — se intensificaram, culminando em rachas no PL após divergências sobre alianças no Ceará. As tensões envolvem disputas por protagonismo, críticas cruzadas, atritos com governadores da direita como Tarcísio, Zema e Caiado, além de conflitos regionais, como em Santa Catarina, ligados à tentativa da família de garantir posições estratégicas para 2026.
A nova pesquisa Atlas/Intel Bloomberg mostrou que a desaprovação de Lula subiu para 50,7% e voltou a superar a aprovação, que caiu para 48,6%. A avaliação do governo também piorou: 48,6% consideram a gestão ruim ou péssima, ante 47,2% em outubro. O levantamento ouviu 5.510 pessoas entre 22 e 27 de novembro de 2025, com margem de erro de 1 ponto percentual.
Lula sancionou a lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil, em cerimônia no Planalto marcada pela ausência dos presidentes da Câmara e do Senado. Em discurso voltado aos mais pobres, o presidente destacou a medida como passo para reduzir desigualdades e sinalizou apoio ao fim da escala 6×1. Também comentou o julgamento das tentativas de golpe, celebrando a firmeza da Justiça diante da prisão de Bolsonaro e militares. Apesar das tensões políticas, Lula agradeceu aos parlamentares que aprovaram o projeto, enquanto ministros minimizaram a ausência das lideranças do Congresso.