Flávio Bolsonaro admite que pode não seguir até o fim em candidatura para presidência em 2026
Eleições 2026
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Pré-candidatura
O anúncio de Flávio Bolsonaro como candidato da família na eleição de 2026 reorganiza a direita e evidencia a forte centralização de decisões no núcleo de Jair Bolsonaro, apesar das disputas internas. Embora visto como o “Bolsonaro mais político”, Flávio mantém a agenda ideológica do bolsonarismo e enfrenta limitações como menor carisma, investigações e rejeição acumulada. A escolha pressiona outros nomes da direita, como Tarcísio e Caiado, a definirem seus rumos, enquanto o movimento mostra mais uma tentativa de manter o projeto político da família unido, ainda que sem dissipar tensões internas.
Pesquisas Datafolha mostram que Flávio Bolsonaro, recém-anunciado como candidato da direita para 2026, não é o nome preferido do eleitorado bolsonarista, nem conta com apoio claro do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apenas 8% o veem como ideal, enquanto Michelle Bolsonaro (22%) e Tarcísio de Freitas (20%) lideram as preferências. Metade dos eleitores afirma que jamais votaria em um candidato indicado por Bolsonaro, que está preso e inelegível até 2060. Entre os apoiadores mais fiéis do ex-presidente — majoritariamente homens, brancos e evangélicos — Michelle é vista como a melhor representante do bolsonarismo na disputa contra Lula em 2026.
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A nova pesquisa Datafolha indica estabilidade na percepção do governo Lula: 32% consideram sua gestão ótima ou boa, 37% a veem como ruim ou péssima e 30% como regular, números muito próximos aos de setembro. A aprovação pessoal do presidente ficou em 49% e a reprovação em 48%. O desempenho é melhor entre idosos, menos escolarizados, nordestinos e católicos, enquanto a rejeição é maior entre pessoas de renda mais alta, escolaridade superior, moradores do Sul e evangélicos. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre 2 e 4 de dezembro.
A confirmação de Flávio Bolsonaro como escolhido do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar a Presidência em 2026 provocou forte reação negativa do mercado: o Ibovespa despencou mais de 4% e o dólar subiu mais de 2%. Investidores veem Flávio como um candidato mais fraco e menos previsível que Tarcísio de Freitas, favorito do mercado, o que aumenta a percepção de risco, incerteza fiscal e polarização política. Analistas dizem que a notícia divide a oposição, reduz a clareza sobre reformas e acende alerta sobre possível instabilidade prolongada, pressionando juros, câmbio e ações.
Lindbergh Farias afirmou que a escolha de Flávio Bolsonaro como candidato de Jair Bolsonaro em 2026 era previsível e visa apenas manter o protagonismo da família na oposição, já que, segundo ele, Lula deve se reeleger. O petista disse que uma candidatura de Tarcísio seria prejudicial aos Bolsonaros, pois apagaria a imagem do ex-presidente enquanto ele está preso. Para Lindbergh, o nome da oposição é irrelevante, pois os resultados do governo Lula — como redução da pobreza e crescimento econômico — garantiriam sua vitória. Ele resumiu a disputa como o “Brasil do osso dos Bolsonaros” contra o “Brasil de oportunidades reconstruído por Lula”.
Ao fim de uma semana de conflitos internos, a família Bolsonaro se unificou em torno de Flávio Bolsonaro após ele anunciar ter sido escolhido por Jair Bolsonaro como pré-candidato à Presidência em 2026. Eduardo Bolsonaro, Michelle e outros membros da família declararam apoio público, pedindo união da direita. A adesão ocorre após dias de atritos envolvendo críticas de Michelle ao PL do Ceará e respostas duras dos filhos, seguidos de reconciliação. Com Eduardo nos EUA e Carlos mais distante, Flávio assume o papel de porta-voz político do pai durante sua prisão, tornando-se o principal nome do bolsonarismo para 2026.
Flávio Bolsonaro confirmou que foi escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, para representar o PL na disputa presidencial de 2026. Em comunicado, disse assumir a missão “diante de Deus” para continuar o projeto bolsonarista, criticou o atual cenário do país e afirmou que não ficará inerte diante do que vê como perda de confiança e crise institucional. A oficialização ocorre em meio a tensões internas no PL, agravadas após um diretório estadual apoiar Ciro Gomes, o que gerou atritos com Michelle Bolsonaro e levou o partido a recuar.
Disputa presidencial
Jair Bolsonaro decidiu apoiar seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato à Presidência em 2026, escolha já confirmada pelo próprio parlamentar. A decisão visa manter o capital político dentro da família, mesmo com a preferência inicial de parte do PL e do Centrão por Tarcísio de Freitas. Com a mudança, o partido começa a dar mais protagonismo a Flávio, enquanto a estrutura política dos Bolsonaro também deve se reorganizar, com Michelle possivelmente disputando o Senado pelo DF e Carlos e Jair Renan buscando vagas no Legislativo por Santa Catarina.