Casos recentes de feminicídio escancaram grave cenário de violência contra a mulher
Casos recentes de extrema violência contra mulheres em São Paulo, incluindo o atropelamento brutal de Tainara Santos e os seis tiros disparados contra Evelin Saraiva, escancaram o avanço do feminicídio no Brasil, que já registra números recordes. Especialistas apontam que a violência é estrutural e alimentada por desigualdade, misoginia e discursos de ódio online, como os difundidos por influenciadores misóginos. Apesar de avanços legais, faltam políticas públicas contínuas, prevenção, educação e coordenação entre estados. Pesquisas mostram crescimento de canais digitais que lucram com conteúdo misógino, influenciando especialmente jovens. Para reverter o cenário, especialistas defendem ações integradas, combate ao discurso de ódio, educação para igualdade e mais mulheres em espaços de poder.