Sobe para 2.645 o número de mortos pelos terremotos na Venezuela
Lamentável
O número de mortos provocado pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 2.645, segundo balanço divulgado, nessa sexta-feira (3), pelo governo venezuelano. O total de feridos chegou a 12.666.
Em comunicado, o Ministério da Comunicação e Informação afirmou que mais de seis mil pessoas já foram resgatadas e que 86 mil famílias receberam atendimento. O governo disse ainda que 15 mil pessoas estão desalojadas.
As autoridades venezuelanas e equipes de apoio estrangeiras seguem à procura de pessoas soterradas nos escombros das regiões atingidas. Ao todo, são mais de 30 mil socorristas, de 31 países, entre eles o Brasil. Diante da escassez de mão de obra e equipamentos, muitos venezuelanos têm ajudado nas buscas manualmente.
O estudante brasileiro Daniel Medina busca pelo pai, Félix Tovar, de 70 anos, visto pela última vez em La Guaira, antes dos terremotos que devastaram regiões da Venezuela. Félix ficou dois meses no país para ver a família e tinha o plano de embarcar para o Chile e encontrar a filha na semana passada, justamente quando os tremores atingiram a região.
Félix é venezuelano e tem residência permanente no Brasil. Daniel Medina conta que desde então, não teve mais contato com o pai. Daniel está em contato com equipes de resgates do Brasil e de outros países para acompanhar as buscas.
A mesma esperança é o que move resgatistas que lutam contra o tempo para tentar salvar Fabio, um venezuelano de nove anos que permanece preso sob os escombros de um prédio que desabou em Caraballeda. Segundo a Defesa Civil, a criança foi localizada e está a aproximadamente seis metros das equipes de busca, que incluem especialistas enviados da Argentina e de El Salvador.
As operações avançam lentamente por causa do alto risco de colapso adicional da estrutura. Quanto mais o tempo passa, menores são as chances de encontrar pessoas com vida entre os escombros. A emergência humanitária se agrava no país com a falta de alimentos e teto para dezenas de milhares de pessoas que permanecem nas ruas após o duplo terremoto.
No estado de La Guaira, o mais devastado, há escassez generalizada de alimentos e os serviços básicos entraram em colapso, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).