Desemprego cai para 5,6% e Brasil registra a menor taxa para o trimestre desde o início da série histórica
Taxa de desemprego no Brasil
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, o menor índice para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo IBGE.
O resultado representa estabilidade em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 5,8%, e queda frente aos 6,2% registrados no mesmo período de 2025.
Ao todo, o país contabiliza 6,1 milhões de pessoas desocupadas, número praticamente estável na comparação trimestral. Em relação ao ano passado, porém, houve redução de 9,3%, o equivalente a 624 mil pessoas a menos em busca de trabalho.
A população ocupada alcançou um novo recorde, chegando a 102,7 milhões de trabalhadores, alta de 558 mil pessoas em relação ao trimestre anterior.
Outro indicador que atingiu o menor nível da série histórica foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que reúne desempregados, trabalhadores subocupados por insuficiência de horas e pessoas desalentadas — aquelas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga. O índice caiu para 13,3%.
Segundo o analista do IBGE, William Kratochwill, a redução da subutilização demonstra que o mercado de trabalho continua incorporando trabalhadores que antes estavam fora ou subaproveitados.
'Mais importante, é quando observamos a subutilização do mercado de trabalho, que apresentou redução nos seus contingentes e isso diminuiu a taxa de subutilização do mercado de trabalho, o que é um fator importante, mostrando que o mercado continua absorvendo a mão de obra que não estava sendo utilizada e, além disso, vem trazendo mais esperança para as pessoas, tirando-as do desalento', afirmou.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.457, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior e registrando crescimento de 3,1% na comparação com o mesmo período de 2025.
A pesquisa também apontou uma leve redução da informalidade. Atualmente, 37,3% dos trabalhadores brasileiros atuam em ocupações informais, o equivalente a 38,3 milhões de pessoas.