Defesa de Bolsonaro pede ao STF prorrogação da prisão domiciliar
Os advogados reforçaram o pedido dos médicos de novos exames
A menos de dois dias para o fim da prisão domiciliar humanitária concedida a Jair Bolsonaro por 90 dias, a defesa do ex-presidente pediu ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação do benefício. A solicitação foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes quase no fim da noite desta terça-feira.
De acordo com o advogado Paulo Cunha Bueno, as condições de saúde de Bolsonaro têm características permanentes e não mudaram durante o período em que ele esteve sob custódia domiciliar. Sendo necessária como medida preventiva destinada “a reduzir os riscos inerentes ao seu quadro clínico e possibilitar pronta identificação de alterações relevantes”.
Segundo a petição, Bolsonaro apresentou melhora, mas o problema de saúde ainda não foi totalmente resolvido. Um relatório médico desta segunda-feira, dia 22, aponta que o ex-presidente tem um quadro estável. No entanto, a equipe médica ressalta que ele permanece com risco de quedas, precisa de fisioterapia contínua e toma medicamentos que afetam o sistema nervoso central. Além disso, a defesa destacou que Bolsonaro passou recentemente por uma cirurgia no ombro direito.
Os advogados reforçaram o pedido dos médicos de novos exames, incluindo tomografias e endoscopia, para monitorar os riscos de uma nova broncoaspiração. Caso a prorrogação imediata não seja aceita pelo STF, a defesa pede que uma perícia médica oficial seja realizada antes da decisão final de Moraes, mantendo Bolsonaro em casa até a conclusão do laudo.
Ontem à tarde, Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre o caso da arma dele apreendida em blitz na semana passada. O ex-presidente disse que pediu apenas ao militar de sua equipe de segurança que verificasse um defeito na pistola Glock 9 milímetros. Segundo a defesa, Bolsonaro constatou que a arma não funcionava corretamente e solicitou uma avaliação técnica, mas sem autorizar que o armamento fosse levado para o conserto. A oitiva ocorreu na casa onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária, e durou cerca de cinco minutos.
investigação apura se a apreensão da arma configura apenas uma irregularidade administrativa ou possível infração ao Estatuto do Desarmamento. O resultado do inquérito será enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que também decidirá sobre a renovação da prisão domiciliar do ex-presidente.