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Brasil entra pela 1ª vez na faixa de muito alto no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
Pessoas no Parque Ibirapuera, em São Paulo, em dezembro de 2025 — Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Brasil/Mundo

Brasil entra pela 1ª vez na faixa de muito alto no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal

G1/AL

Dados

O Brasil alcançou pela primeira vez o patamar muito alto de desenvolvimento humano, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo PNUD, o programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Os números do país mostram que o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, o IDHM, chegou a 0,805 no ano de 2024, o maior da série histórica, rompendo pela primeira vez o patamar 0,8, o que indica que o país entrou na faixa de muito alto desenvolvimento humano.

O IDHM avalia o progresso de longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: uma vida longa e saudável, o acesso ao conhecimento/ educação, e um padrão de vida decente, a partir da renda.

 

Apesar dos dado positivo, os números também revelam uma desigualdade ainda persistente no país, com IDHMs diferentes para homens e mulheres, brancos e negros e entre os estados e regiões metropolitanas. As diferenças até diminuíram segundo a ONU, mas continuam existindo. A melhor situação é dos homens com IDHM de 0,802, enquanto as mulheres têm IDHM de 0,798. A diferença se dá, basicamente, pela renda do trabalho. Já na análise entre brancos e negros, o IDHM dos brancos chega a 0,851, enquanto o dos negros fica em 0,774.

Para a economista Betina Barbosa, do PNUD, os números mostram que o Brasil não vai conseguir melhorar mais os índices se não pensar em políticas de inclusão.

Na análise das áreas, a da educação foi a que mais evoluiu entre 2012 e 2024, saindo de 0,679 para 0,798 em 2024, crescimento médio anual de 1,35%. As dimensões de longevidade e renda também cresceram no período estudado e conseguiram recuperar quedas em 2020 e 2021, período afetado pela pandemia da Covid-19. A da renda, no entanto, soma períodos de leve alta, com outros de baixa, andando quase que de lado ao longo do período analisado. Em 2012, o IDHM Renda era de 0,732, e em 2024 chegou a 0,760. Para Betina Barbosa, é necessário que o debate sobre a melhoria da renda envolva toda a sociedade.

No recorte regional, o Distrito Federal lidera como a unidade da federação de maior desenvolvimento, com IDHM de 0,866. Outras 9 unidades da federação também atingem o patamar muito alto de desenvolvimento humano. Já o menor índice se dá no Maranhão, com IDHM de 0,745, ainda assim é considerado de alto desenvolvimento. Para se ter ideia da diferença, a renda domiciliar per capita no DF é de cerca de 1.400 reais, enquanto no Maranhão ela é de 482 reais.

 


 

G1/AL

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