Por que mercado já não espera corte na Selic em janeiro mesmo com a inflação em queda
O Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano e reforçou que os juros devem permanecer altos por um período “bastante prolongado” para garantir a convergência da inflação à meta. Apesar da desaceleração da atividade econômica e de sinais de arrefecimento da inflação, o Banco Central avaliou que a inflação e as expectativas seguem acima do ideal, especialmente no setor de serviços. Com tom mais duro que o esperado, o comunicado afastou a chance de corte já em janeiro de 2026, levando a maior parte dos analistas a prever o início da redução apenas em março — embora alguns ainda vejam possibilidade de flexibilização já na primeira reunião do ano, caso os dados continuem melhorando.