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Trump diz que EUA ‘não precisam’ da ajuda para reabrir o Estreito de Ormuz
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Brasil/Mundo

Trump diz que EUA ‘não precisam’ da ajuda para reabrir o Estreito de Ormuz

Redação com web

O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não precisam do apoio da OTAN para reabrir o Estreito de Ormuz, criticando aliados como Keir Starmer por recusarem ajuda. A guerra contra o Irã entra na terceira semana, com cerca de 2.000 mortos, ataques contínuos e expansão para o Líbano. Israel intensificou ofensivas e anunciou a morte de Ali Larijani, figura-chave do regime iraniano, agravando ainda mais a tensão e a instabilidade na região.

Os Estados Unidos “não precisam da ajuda” de ninguém para reabrir militarmente o Estreito de Ormuz, afirmou o presidente Donald Trump nesta terça-feira (17) em uma mensagem na plataforma Truth Social, criticando seus aliados da Otan. “A maioria dos nossos ‘aliados’ da Otan nos informou que não quer se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista no Irã”, declarou o presidente.

“Dado o sucesso militar que obtivemos, não ‘precisamos’ nem queremos mais a ajuda dos países da Otan: NUNCA PRECISAMOS DELA!”, acrescentou Trump.

Decepção com Reino Unido

Em entrevista a jornalista na Casa Branca, Trump afirmou ainda que está decepcionado com Keir Starmer, premiê do Reino Unido. Segundo Trump, Starmer cometeu “um grande erro” ao rejeitar seu pedido de ajuda para reabrir o Estreito de Ormuz. “Ele não demonstrou nenhum apoio e acho que isso é um grande erro”, disse Trump a repórteres no Salão Oval. “Estou decepcionado com Keir: gosto dele, acho que ele é um bom homem, mas estou decepcionado”.

Terceira semana de guerra

A guerra de EUA e Israel contra o Irã está em sua terceira semana, com pelo menos 2.000 pessoas mortas e sem previsão de término. O Estreito de Ormuz continua praticamente fechado e os aliados dos EUA rejeitaram os apelos do presidente Donald Trump para que ajudassem a reabrir a hidrovia vital, por onde passam cerca de 20% do petróleo global e do gás natural liquefeito.

Os ataques de ambos os lados não diminuíram na terça-feira, com o Irã lançando mísseis contra Israel durante a noite, ressaltando que Teerã mantém a capacidade de realizar ataques de longo alcance, apesar de mais de duas semanas de ataques com armas dos EUA e de Israel.

As Forças Armadas israelenses disseram que tinham como alvo a “infraestrutura do regime iraniano” com uma nova onda de ataques em Teerã, bem como em locais do Hezbollah em Beirute, um dia depois de dizerem que haviam elaborado planos detalhados para pelo menos mais três semanas de guerra com o Irã.

Líder militar iraniano eliminado

Ali Larijani , ex-presidente do parlamento do Irã

Nesta terça-feira (17), o ministro da Defesa de Israel anunciou que o Exército eliminou Ali Larijani, figura crucial do governo iraniano há décadas e atual chefe do Conselho Supremo de Segurança, e o general que comanda a milícia islamista Basij. Principal oficial de segurança nacional do Irã, Ali Larijani era considerado uma das poucas pessoas em quem o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã morto em um ataque aéreo dos Estados Unidos no início do mês, confiava para garantir a sobrevivência do regime.

Durante sua longa carreira política, ele se consolidou tanto como um influente articulador político dentro do regime quanto como um negociador competente com a Rússia, a China e até mesmo os EUA. Mas, com os EUA e o Irã em guerra declarada, Larijani, de 67 anos, rejeitou categoricamente as declarações do presidente Donald Trump à revista The Atlantic de que os líderes iranianos “querem conversar” e que as negociações acontecerão.

Com informações de Ansa, AFP e Reuters

Redação com web

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