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Presidente do Irã diz na ONU que "paz não virá do campo de batalha"
© Reuters/Irã/WANA/Proibida reprodução
Internacional

Presidente do Irã diz na ONU que "paz não virá do campo de batalha"

LUSA

Segundo Masoud Pezeshkian, o Irã nunca foi um agressor, nunca iniciou uma guerra. "Não somos terroristas, somos vítimas do terrorismo, e martirizaram nosso líder sem qualquer motivo", afirmou.

O presidente iraniano disse hoje (23), em Nova York, que a paz com os Estados Unidos (EUA) “não virá do campo de batalha” e que Teerã não permitirá que o Estreito de Ormuz seja usado para “impor a insegurança na região”.

O Irã não vai tolerar que o estreito seja utilizado para agressões e "para impor a insegurança" na região, declarou Masoud Pezeshkian na assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Fecharam o acesso às nossas próprias águas territoriais", condenou o líder iraniano, referindo-se ao bloqueio naval imposto pelos EUA à República Islâmica, usado como retaliação à interrupção da navegação comercial aplicada por Teerã há mais de seis meses no Estreito de Ormuz.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos utilizam "mísseis e tecnologias letais para semear a insegurança em todas as áreas que fazem fronteira com essa via navegável", acusou o presidente do Irã em seu discurso na sessão anual de líderes em Nova York.

O Irã "nunca foi um agressor, nunca iniciou uma guerra", declarou Pezeshkian, observando que, pelo contrário, o seu povo é "vítima do terrorismo" e de “ataques covardes” dos Estados Unidos, um dia após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado “aniquilar” a República Islâmica.

"Ontem, Trump afirmou que nós somos terroristas. Não somos terroristas, somos vítimas do terrorismo, e martirizaram o nosso líder sem qualquer motivo", declarou Pezeshkia, referindo-se ao antigo guia supremo Ali Khamenei, morto num ataque aéreo no primeiro dia da ofensiva israelense-americana, em 28 de fevereiro.

"Ontem, Trump afirmou que nós somos terroristas. Não somos terroristas, somos vítimas do terrorismo, e martirizaram o nosso líder sem qualquer motivo", declarou Pezeshkia, referindo-se ao antigo guia supremo Ali Khamenei, morto num ataque aéreo no primeiro dia da ofensiva israelense-americana, em 28 de fevereiro.

O único representante da delegação norte-americana presente na sessão abandonou a sala, quando o líder iraniano acusou Washington de terrorismo.

"Aqueles que são terroristas e treinam terroristas descrevem-nos como tal", declarou Pezeshkian, insistindo: "Não somos terroristas".

"Aqueles que são terroristas e treinam terroristas descrevem-nos como tal", declarou Pezeshkian, insistindo: "Não somos terroristas".

O presidente do Irã exibiu fotografias de Ali Khamenei e de mais de 150 crianças em idade escolar mortas nos primeiros dias da guerra, que continua sem fim à vista depois do colapso das negociações indiretas realizadas em junho.

Nessa terça-feira, Trump confirmou a realização de uma reunião à margem da assembleia geral da ONU entre representantes de Washington e Teerã, mas sem avançar detalhes.

No mesmo dia, o presidente norte-americano afirmou, em discurso na sessão de líderes na ONU, que tinha de escolher entre "aniquilar" o Irã ou chegar a um acordo, prevendo que uma solução diplomática apenas poderia ser encontrada após as eleições intercalares para o Congresso norte-americano, previstas para o início de novembro.

Em resposta, Masoud Pezeshkia reafirmou hoje que Teerã não se deixará intimidar com as ameaças do líder da Casa branca.

"Nunca baixaremos a cabeça", afirmou o presidente iraniano, dirigindo-se mais uma vez a Donald Trump: "Ele precisa saber que a resistência do povo iraniano só aumentará face às sanções, à pressão e à intimidação".

"Nunca baixaremos a cabeça", afirmou o presidente iraniano, dirigindo-se mais uma vez a Donald Trump: "Ele precisa saber que a resistência do povo iraniano só aumentará face às sanções, à pressão e à intimidação".

LUSA

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