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Petroleiros são atingidos em Ormuz; no Irã, funeral reúne milhões
© Mehdi Khezrian/ISNA/via Reuters/proibida reprodução
Brasil/Mundo

Petroleiros são atingidos em Ormuz; no Irã, funeral reúne milhões

Reuters

Liderança iraniana promove uma semana de luto pelo aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra com sua filha, neta, genro e nora.

Dois navios-tanque foram atingidos no Estreito de Ormuz, e o Irã afirmou que não havera mais negociações de paz, a menos que Donald Trump cesse suas repetidas ameaças de retomar a guerra. No Irã, milhões de pessoas juram vingança durante o funeral de uma semana de duração de seu líder assassinado, Ali Khamenei.

O navio-tanque de gás natural liquefeito do Catar Al Rekayyat informou que foi atingido durante a madrugada e que sua sala de máquinas pegou fogo. Fontes de segurança marítima afirmaram que um navio-tanque de petróleo bruto saudita também foi danificado.

“Aqui é o navio Al Rekayyat, o navio de GNL Al Rekayyat. Estamos sendo atingidos por um drone no lado de bombordo, na parte superior da sala de máquinas”, disse o capitão do Al Rekayyat em comunicação de rádio gravada e analisada pela Reuters. “Situação: incêndio na sala de máquinas e ambiente cheio de fumaça. Não é possível avaliar outros danos.”

“Aqui é o navio Al Rekayyat, o navio de GNL Al Rekayyat. Estamos sendo atingidos por um drone no lado de bombordo, na parte superior da sala de máquinas”, disse o capitão do Al Rekayyat em comunicação de rádio gravada e analisada pela Reuters. “Situação: incêndio na sala de máquinas e ambiente cheio de fumaça. Não é possível avaliar outros danos.”

Ele afirmou que a tripulação estava segura, mas que o navio havia ficado incapacitado, sem motores nem direção, e pediu ajuda a quaisquer embarcações na área.

Não houve reivindicação de responsabilidade pelos ataques. O site de notícias Axios informou que o Irã havia disparado contra dois navios. Nem Washington nem Teerã comentaram diretamente as notícias.

Os incidentes, os primeiros ataques relatados no estreito desde o início do luto pelo líder supremo do Irã na semana passada, serviram como um lembrete de que a questão da navegação no Golfo continua sem solução, mais de quatro meses depois que EUA e Israel lançaram uma guerra que, segundo eles, impediria o Irã de ameaçar seus vizinhos.

Centenas de milhares saem às ruas

Os governantes clericais do Irã têm exercido controle renovado sobre a rota de transporte de energia mais importante do mundo, onde pretendem instalar um sistema permanente de cobrança de taxas - o que representaria enorme mudança no equilíbrio de poder em uma região onde Washington atua como garantidor da segurança há gerações.

A liderança iraniana demonstrou seu firme controle sobre o país durante uma semana de luto pelo aiatolá Ali Khamenei, que foi morto junto com sua filha, neta, genro e nora no primeiro dia da guerra.

Os caixões do líder assassinado e de sua família foram levados pelas ruas da cidade-seminário de Qom nesta terça-feira, onde centenas de milhares de pessoas empunhavam bandeiras e faixas comparando Khamenei a mártires cujas mortes são fundamentais para a seita xiita.

Em cânticos, prometeram vingar Khamenei. Alguns exibiam cartazes e faixas com os dizeres “Matem Trump”.

Um enorme cortejo fúnebre semelhante foi realizado ontem (6) nas ruas de Teerã, após eventos de oração mais solenes que começaram na última sexta-feira (3), atraindo figuras de destaque da liderança iraniana e dignitários do exterior. As autoridades afirmam que o corpo do líder será levado para cidades sagradas xiitas no vizinho Iraque, depois trazido de volta ao Irã e sepultado em um santuário medieval.

Reuters

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