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Mulheres em vulnerabilidade social aprendem a ler e escrever
Divulgação
Maceió

Mulheres em vulnerabilidade social aprendem a ler e escrever

Assessoria

Turma inédita na modalidade Jovem, Adultos e Idosos é formada por profissionais do sexo

Uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (Semed), a Universidade Federal de Alagoas, a Fundação Alagoana de Apoio à Diversidade e a Articulação Nacional de Profissionais do Sexo cria de forma inédita, a primeira turma da modalidade Jovens Adultos e Idosos, voltada de forma exclusiva para mulheres profissionais do sexo em Maceió.

As aulas foram iniciadas nesta terça-feira (6), no período vespertino, no Espaço Cultural da Universidade Federal de Alagoas, no Centro de Maceió. A iniciativa visa colaborar para que as mulheres saiam de situações de vulnerabilidade social, exerçam a cidadania e se alfabetizem ou completem a escolaridade.

“Essa turma é histórica, porque marca o início de um trabalho para apoiar essas profissionais. Queremos mostrar uma nova visão de mundo para que elas saiam da invisibilidade e realizem seus sonhos, que são muitos”, explicou o coordenador da Semed, Rubens Lima.

Para a aluna Cristiana Garcia, conhecida como China, a oportunidade de se alfabetizar vai permitir que ela exerça sua cidadania de forma plena ao retomar sonhos que tinham sido perdidos com o tempo. “Eu me sinto vitoriosa de dar esse primeiro passo. Quero aprender a ler e escrever para me tornar uma advogada e lutar pela nossa causa, porque sofremos muito preconceito. Não queremos mais ser invisíveis e estamos conseguindo mais espaço na sociedade”, afirmou.

A primeira turma foi formatada para receber as estudantes no horário da tarde, das 14h às 18h), já que as alunas trabalham durante os turnos da manhã e da noite, além de contar com uma metodologia que acolha as histórias de vidas mulheres, como conta a professora da turma, Denilma Botelho.

“Algumas das nossas estudantes ainda não sabem ler nem escrever. Então, estamos fazendo um trabalho coletivo e participativo. Todas têm histórias muito fortes e queremos possibilitar que elas persistam no sonho de transformar suas vidas e o mundo por meio da educação”, pontuou a professora Denilma.

Assessoria

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