Monique Medeiros se entrega à polícia após STF rejeitar recursos da defesa
Prisão preventiva
Monique Medeiros, acusada de participação na morte do filho Henry Borel, se entregou à polícia na manhã desta segunda-feira. A professora se apresentou na delegacia de Bangu, na Zona Oeste da capital, após o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes rejeitar recursos da defesa que tentavam reverter a prisão.
No último sábado, o magistrado manteve a ordem de prisão preventiva contra ela. O que estava em discussão não era apenas a prisão em si, mas quem podia decidir sobre. A defesa alegou que a primeira instância tinha poder pra soltar Monique e apontou falhas na decisão do ministro.
Mas Gilmar Mendes argumentou que o ponto já estava definido. Segundo ele, a decisão sobre a prisão não cabia à primeira instância, mas à 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Por isso, considerou irregular a soltura de Monique baseada em excesso de prazo.
O caso completou cinco anos no mês passado. Henry Borel, filho de Monique, tinha 4 anos e morreu em 2021, com sinais de agressão, dentro de um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
Ela estava em liberdade desde março, quando o julgamento foi interrompido. Na ocasião, a defesa do outro réu, o ex-vereador Jairinho, padrasto de Henry, deixou o plenário. Com isso, a sessão não pôde continuar.
Depois do episódio, a juíza Elizabeth Machado Louro marcou uma nova data para o júri, em 25 de maio, e entendeu que manter a prisão naquele momento poderia ser excesso de prazo.
O ex-vereador Jairinho, que também responde pela morte de Henry, permanece preso.