Maceió celebra crescimento e reforça posição entre os destinos mais desejados do Brasil
Maceió vive um forte crescimento no turismo, impulsionado pelas belas praias, novos espaços urbanos e aumento no número de visitantes nacionais e internacionais. A cidade registrou alta no fluxo turístico, ampliação de voos e crescimento no movimento do aeroporto e dos cruzeiros. Pontos como a cadeira gigante da Praia de Ponta Verde, a roda-gigante e as piscinas naturais da Praia de Pajuçara atraem turistas de várias partes do Brasil e do exterior, consolidando Maceió como um dos destinos mais desejados do país.
“Mergulhar no azul piscina, no mar de Pajuçara…”. O verso eternizado por Carlos Moura atravessa gerações como um convite permanente. Basta caminhar pela orla marítima de Maceió para entender o motivo. Entre o mar que muda de cor ao longo do dia, os coqueiros espalhados pela paisagem e o vai e vem de turistas, a capital alagoana vive uma fase em que beleza natural, novos espaços urbanos e experiências se misturam de forma cada vez mais intensa.
No Dia Nacional do Turismo, celebrado nesta sexta-feira (8), Maceió comemora mais do que suas paisagens conhecidas. A cidade atravessa um novo ciclo de crescimento. Em 2023, a rede hoteleira registrou aumento de 20% no fluxo de visitantes, enquanto o turismo internacional avançou mais de 350%. Os números ajudam a explicar o cenário visto diariamente nas praias, hotéis, restaurantes e ruas da cidade, cada vez mais cheia e mais procurada por turistas de diferentes lugares.
O movimento começa antes mesmo da chegada. Para a alta temporada 2025/ 2026, estão previstos 412 voos extras para Maceió, com mais de 64 mil novos assentos disponíveis. No Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, o fluxo de passageiros cresceu mais de 53% nos últimos quatro anos, aproximando-se da marca de três milhões de embarques e desembarques anuais. Pelo mar, os cruzeiros também seguem fortalecendo a economia local e trazendo milhares de visitantes à cidade.
Na Ponta Verde, a cadeira gigante virou parada obrigatória para quem visita a capital. Em qualquer horário do dia, sempre há alguém esperando para tirar uma foto ou gravar um vídeo. Crianças, casais e famílias inteiras ajudam a transformar o espaço em um dos cartões-postais mais compartilhados das redes sociais.
Foi lá, que a enfermeira cuiabana Maria Aparecida Santana, 57 anos, reuniu mais uma vez os amigos. Frequentadora assídua da cidade, ela já perdeu as contas de quantas vezes retornou.

De Cuiabá (MT), Maria Aparecida Santana visita Maceió quatro vezes ao ano. Foto: Neno Canuto/ Secom Maceió
“Eu venho para Maceió pelo menos quatro vezes ao ano. Dessa vez trouxe a turma toda para conhecer. O que me faz voltar não é só a beleza das praias, mas os atrativos da cidade, toda essa energia”, conta.
Poucos metros adiante, o venezuelano Victor Ávila, 31 anos, registrava cada detalhe da orla com o celular. Morando atualmente em Curitiba, ele diz que conhecer Maceió era um desejo antigo. “A gente escuta muito falar de Maceió. Eu sou da Venezuela, mas moro em Curitiba, e sempre ouvi que aqui tinha praias lindas, muito parecidas com o Caribe. Eu queria muito conhecer. Já tinha ouvido falar de alguns pontos turísticos, como a cadeira gigante”, afirma.

Morando em Curitiba (PR) Victor Ávila e Alan Frank curtem passeio na orla marítima. Foto: Neno Canuto/ Secom Maceió
Mais adiante, a roda-gigante panorâmica gira sobre a orla enquanto revela uma cidade que parece desacelerar vista do alto. O mar, a faixa de areia, os coqueiros e o movimento da avenida criam uma paisagem que mistura lazer e experiência. Ao redor dela, novos espaços surgem quase como extensão natural da cidade, entre mirantes, parques lineares, esculturas e áreas de convivência que ampliam a experiência de quem visita Maceió.
O curitibano Alan Frank, 38 anos, conhece bem essa sensação. Em sua terceira visita à capital alagoana, ele diz que a cidade consegue parecer diferente a cada retorno. “Eu já vim duas vezes, e toda vez que eu venho a energia é diferente. Eu gosto dessa energia praieira, desse clima de turismo, do calorzinho, da praia. Estou muito empolgado para conhecer as piscinas naturais da Pajuçara”, diz.
Na orla marítima, quem trabalha diretamente com o turismo acompanha de perto essa transformação. O operador de drone Carlos Henrique, conhecido como “Baiano”, vive essa movimentação diariamente há quatro anos e meio. “Se você vier em Maceió e não passar na cadeira gigante, você não veio em Maceió”, brinca, enquanto organiza mais uma fila de turistas em busca do vídeo perfeito.

Operador de drone Carlos Henrique trabalha com gravação de vídeos na orla marítima. Foto: Neno Canuto/ Secom Maceió
Segundo ele, o movimento cresce em qualquer época do ano. “Hoje essa cadeira é o sustento de muitas famílias. Além dela, temos essa orla maravilhosa, os coqueirais, o Caminho de Moisés, a nova orla do Porto. O turista percebe que Maceió não é só praia. Tem muita coisa para viver aqui”, afirma.
Com a empresa funcionando diariamente na orla marítima, Carlos diz que muitos visitantes chegam sabendo exatamente o que querem. “As pessoas chegam dizendo ‘vim fazer o drone com você’. Já virou tradição. O turista quer guardar essa lembrança”, conta.
E talvez seja justamente essa a palavra que melhor define o momento vivido pela cidade. Maceió continua sendo paisagem, mas também se tornou experiência. Uma cidade que entende que turismo não é apenas receber visitantes, mas criar motivos para que eles tenham vontade de voltar.
Por isso, a canção de Carlos Moura segue fazendo sentido. Entre o som do mar, o movimento da orla e as histórias de quem chega, Maceió continua sendo sereia. Dessas que encantam sem esforço e deixam, em quem passa, a vontade inevitável de retornar.