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Janja usou voo da FAB para visitar escola de samba rebaixada no Carnaval do Rio
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Política

Janja usou voo da FAB para visitar escola de samba rebaixada no Carnaval do Rio

Redação com web

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva utilizou avião da Força Aérea Brasileira para ir a Niterói visitar a Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu samba-enredo, após participar de evento do Ministério da Ciência e Tecnologia no Rio. A viagem gerou reação do Partido Liberal, que acionou o Tribunal Superior Eleitoral para investigar possível uso político e financiamento público da homenagem. A escola, estreante no Grupo Especial, acabou rebaixada para a Série Ouro de 2027.

A primeira-dama do Brasil, Rosângela Lula da Silva, a Janja, fez uso de um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para ir a Niterói, no estado do Rio de Janeiro, para visitar a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano. Janja estava acompanhada de cinco de seus seis assessores durante a visita.

A visita ocorreu em 6 de outubro do ano passado. Na data, a primeira-dama participou de um evento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), também no Rio de Janeiro. O voo de ida saiu às 9h e chegou às 10h35. O voo de volta ocorreu no mesmo dia e partiu às 17h10 e chegou a Brasília às 18h40.

As informações foram divulgadas em primeira mão pelo Metrópoles e confirmadas pela IstoÉ.

Além de Janja, estavam no voo de ida os seguintes nomes:

  • Ministra Luciana Barbosa de Oliveira Santos, que esteve presente no evento do MCTI;
  • Ministra Anielle Francisco da Silva;
  • Carla Costa Alves, assessora;
  • O fotógrafo Cláudio Adão dos Santos Souza;
  • Edson Antônio Moura Pinto, ajudante de ordens da primeira-dama;
  • Julia Camilo Fernandes Silva, também assessora;
  • Tayana Pretto Cunha, assessora de Janja;
  • Luciene Franciane Correa Barbosa;
  • Luana Maria Bagé de Lucena Soares;
  • José Carlos Lopes Rodrigues;
  • Ludmyla Nazareth dos Santos Freire.

Já na lista de passageiros do voo de volta, além dos nomes citados acima, estavam Márcio Tavares dos Santos e Francine Ferraz Gunther.

Mobilização da oposição

O Partido Liberal (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira, 19, para investigar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Lula (PT).

O partido pediu a produção de provas sobre o financiamento do desfile com recursos públicos. Embora não peça a cassação de Lula por ora, o PL alega que há “fundados indícios” de “abuso de poder político e econômico” na homenagem ao petista.

“Teve-se a transmutação de um desfile carnavalesco em uma apoteótica peça de marketing político-biográfico e de ataque a opositores”, afirmou a legenda na petição. “É preciso a devida investigação, especialmente considerando a gravidade e a repercussão dos fatos”.

Segundo a legenda, o enredo da Acadêmicos de Niterói não se limitou a contar a trajetória de vida de Lula, promovendo ataques a adversários e fazendo referências a promessas de campanha, como o fim da escala 6 por 1. “Restou claríssima a construção de uma narrativa político-eleitoral de exaltação do mandatário e de grosseiro ataques aos seus concorrentes”, disse o PL.

Escola ficou em último lugar

A escola Acadêmicos de Niterói foi rebaixada para a Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro de 2027.

Este foi o primeiro ano da agremiação dentro do Grupo Especial, o que torna a volta para a Série Ouro relativamente esperada. É comum que as escolas que sobem para a elite do desfile tenham dificuldade de se manter no grupo. O jurados atribuíram apenas uma nota dez para a Acadêmicos de Niterói, justamente na categoria “samba-enredo”.

O samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” exaltou a trajetória pessoal e política do petista, o que levantou críticas da oposição. Parlamentares do Novo, PL e União Brasil passaram a sustentar que a homenagem a um presidente em exercício, em ano eleitoral, poderia configurar propaganda antecipada.

Após a repercussão negativa, o Palácio do Planalto orientou ministros a não participarem do desfile na avenida. A diretriz buscou reduzir o desgaste político e evitar o entendimento de uso institucional do Carnaval. Aliados também temiam que o rebaixamento da escola pudesse arranhar a imagem do presidente, ainda que a volta para a Série Ouro não fosse uma surpresa para uma agremiação estreante no Grupo Especial.

Redação com web

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