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Geração Z é a primeira a registrar queda de QI em relação aos pais
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Brasil/Mundo

Geração Z é a primeira a registrar queda de QI em relação aos pais

Redação com web

Em audiência no Senado dos EUA, o neurocientista Jared Cooney Horvath afirmou que a geração nascida entre 1997 e o início dos anos 2010 pode estar sofrendo prejuízos cognitivos devido ao uso excessivo de tecnologias digitais. Segundo ele, o cérebro humano não foi biologicamente preparado para reter informações de vídeos curtos e conteúdos superficiais, comuns em plataformas como TikTok. Com base em dados de 80 países, o pesquisador apontou queda no desempenho escolar em sistemas que adotaram amplamente a tecnologia e criticou escolas por adaptarem o ensino ao consumo rápido de conteúdo, o que, segundo ele, estimula superficialidade e excesso de confiança sem compreensão profunda.

Em uma audiência realizada no dia 15 de janeiro no Comitê de Comércio, Ciência e Transporte do Senado dos EUA, o neurocientista Jared Cooney Horvath apresentou uma teoria contundente: a geração nascida entre 1997 e o início da década de 2010 está sofrendo uma interferência direta em seu desenvolvimento cognitivo devido ao vício em tecnologias digitais.

Segundo Horvath, o cérebro humano não possui uma “programação biológica” para reter informações vindas de vídeos curtos ou leituras superficiais em telas. A evolução humana priorizou a interação “cara a cara” e o estudo aprofundado, processos que são interrompidos pelo fluxo constante das plataformas digitais.

Um dos pontos mais criticados pelo pesquisador é a forma como as instituições de ensino estão se adaptando aos hábitos de consumo da Geração Z, em vez de corrigi-los. Como os jovens se acostumaram com o ritmo frenético de plataformas como o TikTok, muitas escolas passaram a ensinar por meio de frases curtas e vídeos rápidos. Horvath classifica essa mudança não como evolução, mas como uma “rendição” pedagógica que incentiva a leitura superficial e impede a compreensão real.

O paradoxo da confiança

A pesquisa, que abrangeu dados de 80 países, trouxe estatísticas alarmantes:

  • Queda de desempenho: sistemas escolares que adotaram amplamente a tecnologia digital registraram quedas significativas no desempenho acadêmico.
  • Uso excessivo: crianças que utilizam computadores por cinco horas diárias para fins escolares obtêm notas notavelmente mais baixas do que aquelas que utilizam a tecnologia raramente.

Além da perda de capacidade cognitiva, o neurocientista identificou um “excesso de confiança” nestes jovens. “Quanto mais inteligentes as pessoas pensam que são, mais burras elas realmente são”, declarou Horvath, sugerindo que a percepção de saber muito — vinda do acesso rápido à informação — mascara a falta de compreensão profunda e retenção real do conhecimento.

Redação com web

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