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Funcionário de restaurante acusa Ed Motta e amigos de xenofobia: ‘Paraíba’
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Funcionário de restaurante acusa Ed Motta e amigos de xenofobia: ‘Paraíba’

Redação com web

O cantor Ed Motta se envolveu em uma confusão no restaurante Grado após uma discussão sobre a taxa de rolha. Funcionários acusam o artista e seus acompanhantes de ofensas xenofóbicas contra nordestinos e comportamento agressivo, incluindo uma briga e o arremesso de uma garrafa. Ed Motta admitiu que estava alcoolizado e irritado, mas negou agressões, afirmando que seus amigos foram alvo de ataques preconceituosos por outros clientes. O restaurante reforçou as acusações contra o grupo do cantor.

O desentendimento ocorrido no restaurante Grado, no Rio de Janeiro, envolvendo o cantor Ed Motta e seus acompanhantes, ganhou novos contornos. Em reportagem exibida pelo programa “Fantástico”, da TV Globo, um dos funcionários do estabelecimento relatou que a discussão, motivada inicialmente por uma divergência sobre a taxa de rolha, escalou para ofensas de cunho xenofóbico.

Segundo o garçom, que preferiu manter o anonimato, o artista teria se levantado para reclamar do valor cobrado e proferido xingamentos contra a equipe.

“[Eles disseram:] ‘Vou embora antes que eu faça alguma coisa com esse paraíba, nunca mais eu volto aqui'”, revelou o funcionário. O uso do termo “paraíba” para designar genericamente nordestinos é amplamente reconhecido como uma manifestação de xenofobia, carregando um histórico de estigmatização e tentativa de inferiorização social.

Além das ofensas verbais, a situação no interior do restaurante teria se tornado violenta após a saída de Ed Motta do local.

De acordo com informações apuradas, os amigos que permaneciam na mesa do cantor teriam iniciado uma briga com clientes de uma mesa vizinha. O episódio incluiu o arremesso de uma garrafa de vinho contra outro frequentador do Grado.

Após o momento de tensão, o grupo teria retornado à normalidade e feito novas solicitações aos garçons. “[Um deles] Falou para colocar o espumante no balde com gelo, que ele ia beber”, acrescentou o funcionário, destacando o contraste entre a agressividade do momento anterior e a postura subsequente do grupo.

Em contrapartida, Ed Motta apresentou uma versão divergente em entrevista ao jornal “O Globo”. O cantor admitiu que estava sob efeito de álcool e que se irritou com o que descreveu como uma “cara de ironia” de um dos funcionários diante do estresse.

“Me irritei com tudo aquilo, joguei a cadeira no chão e fui embora”, declarou o artista, assegurando que as câmeras de segurança do restaurante comprovam que o objeto não foi lançado contra ninguém.

Ele ainda inverteu o papel de agressor, afirmando que seus amigos foram as verdadeiras vítimas e sofreram ataques homofóbicos e xenofóbicos por parte dos outros clientes, que teriam mandado um de seus colegas “voltar para a Arábia”.

Os proprietários do restaurante Grado, por meio de nota, reiteraram as acusações de preconceito por parte do grupo do cantor, citando ofensas sobre a origem nordestina e insinuações sobre a orientação sexual de sua equipe. Até o momento, os amigos de Ed Motta não se pronunciaram oficialmente.

Redação com web

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