Flávio Bolsonaro diz que Bolsa Família é 'direito consolidado' e defende manutenção do programa
Pré-candidato à Presidência da República pelo
O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (15) que o Bolsa Família se tornou um “direito consolidado” da população brasileira e defendeu a manutenção do programa em um eventual governo.
Durante participação em um fórum promovido pela revista Veja, em São Paulo, Flávio disse que pretende ampliar os mecanismos para estimular a formalização dos beneficiários sem que eles percam imediatamente o auxílio.
"O programa se tornou um direito adquirido do povo brasileiro. Ninguém tem o direito de acabar com ele. Nós tínhamos uma proposta que pretendo retomar: dar segurança aos beneficiários do Bolsa Família para que, caso consigam um emprego formal ou abram o próprio negócio, possam continuar recebendo o benefício por um período mais longo. Ao mesmo tempo, é importante mostrar que existe um caminho para que, se desejarem, possam caminhar com as próprias pernas, sem depender de político nenhum", defendeu.
A declaração ocorre em meio à tentativa do senador de ampliar o diálogo com eleitores de renda mais baixa, um segmento que tradicionalmente concentra maior apoio ao PT.
Caso Master e visita a Trump
Ao longo da entrevista, Flávio também foi questionado sobre a relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador afirmou que a relação com o banqueiro se limitou ao projeto e classificou a repercussão do caso como uma tentativa de desgaste político.
O pré-candidato também rebateu avaliações de que a repercussão do caso envolvendo o filme “Dark Horse” e a viagem que fez aos Estados Unidos teriam provocado queda em pesquisas eleitorais. Sem citar levantamentos específicos, disse que o cenário ainda está distante da definição do eleitorado e afirmou enxergar crescimento da sua candidatura em parte das sondagens.
Durante o evento, Flávio voltou a defender a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos e negou qualquer relação entre a agenda que manteve em Washington e a proposta de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros.
Chapa eleitoral
Sem antecipar nomes para a vice-presidência, o senador afirmou que as negociações com partidos aliados seguem em andamento e que a definição será anunciada até o período das convenções partidárias. A convenção nacional do PL está marcada para o dia 25 de julho.
Flávio Bolsonaro também confirmou que Daniella Marques, ex-presidente da Caixa no governo de Jair Bolsonaro, estará presente na campanha. A economista vai ajudá-lo na elaboração de propostas para as áreas econômica e social.
Zema e Caiado evitam críticas diretas
Além do senador, os pré-candidatos da direita Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo, também participaram do Fórum.
O ex-governador de Minas Gerais evitou fazer novas críticas a Flávio, após o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro defender no fim de semana que a aliança entre o PL e o Novo deveria ser encerrada.
Zema disse não acreditar na ruptura e afirmou que não vai retirar nada do que falou sobre o caso, mas que segue 'olhando para o futuro'.
Antes do atendimento à imprensa, durante a palestra, o mineiro foi questionado sobre corrupção e deu uma indireta a Flávio, dizendo que nunca se encontrou com o banqueiro.
Na mesma linha, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado também evitou críticas diretas ao senador, mas afirmou, em discurso, que Flávio 'perdeu espaço no segundo turno para a candidatura de Lula'.