Assine a newsletter
Fifa abandona plano de vender participação em subsidiária
© REUTERS/Shannon Stapleton/Proibida reprodução
Internacional

Fifa abandona plano de vender participação em subsidiária

Agencia Brasil

Proposta teve resistência imediata liderada pela União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), órgão que rege futebol europeu.

A Fifa anunciou que não dará continuidade à proposta de vender uma parte de seu império empresarial a investidores externos, depois que o projeto encontrou forte resistência por parte de algumas das federações-membros. O comunicado foi feito nesta sexta-feira (31).

O plano da Fifa era arrecadar até US$ 4,2 bilhões com a venda de cerca de 20% das ações de uma nova unidade que administraria os eventos da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, avaliando-a em US$ 20 bilhões.

A proposta, divulgada na terça-feira (28), encontrou resistência imediata liderada pela União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), órgão que rege o futebol europeu, que acusou a Fifa de colocar a “alma” do esporte à venda.

“Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao objetivo estabelecido inicialmente”, afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em comunicado.

“Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Por isso, essa proposta não seguirá adiante.”

“Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Por isso, essa proposta não seguirá adiante.”

Carlos Cordeiro, assessor sênior do presidente da Fifa, Gianni Infantino, renunciou na sexta-feira, em protesto contra o plano, e o diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, afirmou que a equipe foi “enganada” por Infantino, descrevendo a proposta como um “projeto de uma só pessoa”.

A Fifa propôs a criação de uma subsidiária de US$ 20 bilhões, a Fifa Forward Enterprise (FFE), para administrar a Copa do Mundo e seus outros eventos.

A Thrive Eternal, um fundo administrado pela Thrive Capital, fundada por Joshua Kushner, deveria liderar o grupo de investidores proposto, informou a Fifa. Joshua é irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump.

A Fifa tinha afirmado anteriormente que não levaria adiante o plano sem o apoio da maioria de suas federações associadas.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Agencia Brasil

Comentários

0 comentário(s)

Já tenho cadastro

Entre com seus dados para comentar.

Esqueci minha senha

Quero me cadastrar

Crie sua conta de leitor para participar das discussões.

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Notícias relacionadas

EUA oferecem US$ 100 mi a Cuba; Havana acusa Washington de crueldade
Brasil/Mundo

EUA oferecem US$ 100 mi a Cuba; Havana acusa Washington de crueldade

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos pretendem ajudar Cuba com US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos, ao mesmo tempo em que responsabilizou o governo cubano pela crise econômica e pela falta de energia, alimentos e combustível no país. O governo de Donald Trump também deve ampliar a pressão contra o regime cubano com possíveis acusações contra o ex-presidente Raúl Castro, enquanto Cuba reagiu acusando os EUA de promoverem agressões e sanções contra a ilha.

OMS: continente africano tem 139 mortes suspeitas em surtos de ebola
Saúde

OMS: continente africano tem 139 mortes suspeitas em surtos de ebola

A Organização Mundial da Saúde alertou para o aumento dos casos de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, com quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas registradas. Segundo a entidade, o surto é causado pelo vírus Bundibugyo, que ainda não possui vacina ou tratamento aprovado, aumentando a preocupação com a disseminação da doença em áreas urbanas e regiões afetadas por conflitos e deslocamentos populacionais.