Feminicídio: mulher é morta pelo companheiro em São Bernardo do Campo
Uma mulher de 39 anos foi assassinada a tiros pelo companheiro em São Bernardo do Campo, diante dos dois filhos do casal. O suspeito, de 52 anos, fugiu e segue foragido, enquanto o caso é investigado como feminicídio pela polícia. O crime ocorre em meio ao aumento da violência contra a mulher no estado de São Paulo, que registrou recorde de feminicídios no primeiro trimestre do ano, com 86 casos. As autoridades afirmam que o combate à violência doméstica é prioridade e intensificaram ações de proteção às mulheres.
Uma mulher de 39 anos foi assassinada a tiros pelo companheiro na noite de sexta-feira, 1º de março, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. O suspeito, um homem de 52 anos, fugiu do local do crime e permanece foragido. O caso, registrado como feminicídio, eleva as preocupações com a crescente violência de gênero no estado.
O que aconteceu
- Feminicídio chocante em São Bernardo do Campo mobiliza a polícia após morte de mulher por companheiro.
- Vítima, de 39 anos, foi morta a tiros na presença de seus dois filhos, e o agressor está foragido.
- Ocorrência acontece em meio a um recorde de casos de feminicídio registrados no estado de São Paulo.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP), policiais militares foram acionados para atender à ocorrência na rua Igor Costa Nascimento, no bairro Cooperativa. Ao chegarem ao local, encontraram a vítima já caída. O resgate foi chamado, mas a morte foi confirmada imediatamente.
O caso está sendo investigado como feminicídio pelo 3º Distrito Policial do município. A SSP-SP informou, em nota, que “as diligências prosseguem para localizar o homem e esclarecer os fatos”.
À TV Globo, o irmão da vítima revelou que, há aproximadamente um mês, a mulher havia relatado estar em constante atrito com o marido, descrevendo a situação como “em pé de guerra”. O crime ocorreu na residência do casal, com a presença de duas crianças, filhas deles.
Escalada da violência: feminicídio em números
Os dados mais recentes divulgados pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, na última quinta-feira, 30, revelam um cenário alarmante: o estado registrou um recorde de feminicídios no primeiro trimestre deste ano. Entre janeiro e março, foram contabilizadas 86 ocorrências, um aumento significativo em comparação com as 61 registradas no mesmo período do ano anterior.
Em resposta aos números crescentes, a Secretaria da Segurança Pública afirma que os indicadores criminais são monitorados de forma permanente. A pasta garante que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade para o governo de São Paulo, que, segundo a SSP-SP, tem “intensificado de forma contínua a rede de proteção e os mecanismos de prevenção”.
Como as autoridades agem diante da crise?
A coronel Glauce Anselmo Cavalli, primeira mulher a assumir o comando da Polícia Militar de São Paulo, destacou nesta semana, durante sua cerimônia de posse, que priorizará o combate à violência doméstica e familiar. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) endossou as declarações da coronel, reforçando o compromisso do governo.
Entre os casos de feminicídio que ganharam notoriedade neste ano, destaca-se o que envolve o tenente-coronel PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ele é apontado como principal suspeito de assassinar a soldado da PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, com um tiro na cabeça, dentro do apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O crime ocorreu em 18 de fevereiro.
Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio, será julgado pela Justiça Comum, na 5ª Vara do Júri de São Paulo. Desde o início, o tenente-coronel nega o crime, sustentando que Gisele teria cometido suicídio após receber a notícia de que ele queria a separação, uma versão que é veementemente contestada pelos investigadores.
*Com informações do Estadão Conteúdo