Em volta à Viradouro, Juliana Paes celebra homenagem a Mestre Ciça
A atriz Juliana Paes voltou a desfilar como rainha de bateria da Unidos do Viradouro na Marquês de Sapucaí após 17 anos e definiu o momento como de “gratidão”, destacando a emoção de homenagear o Mestre Ciça. O desfile “Pra Cima, Ciça!” celebrou os 70 anos e os 55 de carnaval de Moacyr da Silva Pinto, com a bateria como grande destaque e um tributo à trajetória do mestre no samba carioca.
A atriz Juliana Paes, de 46 anos, viveu uma noite especial nesta segunda-feira, 16, ao desfilar novamente como rainha de bateria da Unidos do Viradouro, na Marquês de Sapucaí.
De volta ao posto que ocupou há 17 anos, a artista falou, em entrevista à IstoÉ, sobre a intensidade do momento e resumiu o sentimento em uma única palavra: gratidão.
“É muita emoção, paixão, desejo de honrar o Ciça, desejo de honrar todas as baterias, de fazer esse carnaval que está se homenageando. Se eu puder resumir em uma palavra só, seria gratidão”, declarou.
O desfile da escola de Niterói homenageou o mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, figura histórica do ritmo no carnaval carioca. Para Juliana, participar dessa celebração tornou o retorno ainda mais simbólico.
A emoção já havia ficado evidente no início do mês. No primeiro ensaio técnico após reassumir o posto, realizado no último dia 1º, também na Sapucaí, a atriz não segurou as lágrimas ao reencontrar a comunidade e a bateria da escola. Natural de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, Juliana tem uma ligação antiga com a agremiação e com a cidade onde passou boa parte da vida.
O retorno marca uma nova fase da artista no Carnaval, agora mais madura e consciente do significado de representar a bateria em um desfile que celebra a própria história do samba.
Viradouro emociona com tributo a Mestre Ciça
A Unidos do Viradouro apresentou o enredo “Pra Cima, Ciça!”, dedicado ao mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, que completa 70 anos de idade e 55 de carnaval. O desfile percorreu sua trajetória desde os tempos na Estácio de Sá até sua consagração como referência do ritmo.
A bateria foi o ponto alto da apresentação, com os ritmistas desfilando sobre um grande carro alegórico, tendo Ciça como destaque central. O projeto foi assinado por Tarcísio Zanon, com interpretação de Wander Pires e condução do pavilhão por Julinho Nascimento e Rute Alves.
A escola contou ainda com a participação especial do carnavalesco Paulo Barros em uma das alegorias. Ao todo, a Viradouro levou 23 alas, seis carros, dois tripés e 2.500 componentes.

Mestre Ciça se apresenta com foliões da escola de samba Unidos do Viradouro durante o Carnaval do Rio de Janeiro, Brasil, 17 de fevereiro de 2026 – Foto: REUTERS/Ricardo Moraes