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Direita reage ao desfile pró-Lula e tenta tomar para si trend da lata de conserva
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Direita reage ao desfile pró-Lula e tenta tomar para si trend da lata de conserva

Redação com web

Após a Acadêmicos de Niterói retratar conservadores em uma lata de conserva durante desfile em homenagem a Luiz Inácio Lula da Silva, políticos da direita reagiram nas redes, publicando fotos de suas famílias na mesma “trend” e acusando a esquerda de zombar de valores conservadores. O enredo, liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral, também fez críticas a Jair Bolsonaro e a Michel Temer, gerando contestações judiciais e intensificando a disputa política em torno do desfile.

Após a Acadêmicos de Niterói retratar os conservadores em uma lata de conserva, a direita tenta reagir e tomar para si a trend no embalo do desfile. Nas últimas horas, políticos e personalidades publicam fotos de suas famílias em latas de conserva na tentativa de reverter os efeitos da homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República, Rogério Marinho foi um dos que entrou no embalo da trend. Ele criticou a tentativa da agremiação de diminuir os conservadores e afirmou que “Lula perdeu as ruas” por conta da zombação à família.

“A esquerda zomba da família, alicerce do Brasil, e evidencia a perda da sintonia com o povo que trabalha, crê em Deus e educa seus filhos. É por isso que Lula e o PT perderam as ruas, e é por isso que a direita conservadora voltará a representar o Brasil real”, afirmou Marinho.

Outro que respondeu ao desfile foi o deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados. Nas redes sociais, ele provocou o desfile e disse ser conservador “com orgulho”.

O enredo da Acadêmicos de Niterói foi uma homenagem a Lula sob a ótica de Dona Lindu, mãe do petista. A agremiação contou a história do presidente da República desde a infância até assumir seu terceiro mandato no Palácio do Planalto. O desfile foi alvo de ao menos dez contestações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda antecipada, mas a Corte liberou o enredo. Mesmo assim, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, afirmou que a liberação não era um salvo-conduto para o governo e que fiscalizará possíveis excessos e crimes eleitorais.

A passagem da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí foi marcada por polêmicas pelas críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma das alegorias, o palhaço Bozo – personagem popular usado como apelido ao ex-presidente – aparece preso, com uniforme de presidiário e a tornozeleira eletrônica danificada. A prisão de Bolsonaro, inclusive, se deu após o ex-chefe do Palácio do Planalto tentar tirar a tornozeleira em novembro do ano passado.

Houve também referência a Bolsonaro na comissão de frente da agremiação. Ao relembrar outros governos, a escola colocou mais um palhaço, desta vez fazendo um símbolo de arma com as mãos, marca que é de Bolsonaro. O ex-presidente Michel Temer (MDB) também aparece como referência na ala ao roubar a faixa presidencial de Dilma Rousseff (PT). O episódio faz alusão ao impeachment de Dilma, em 2016, em que a esquerda classifica como “golpe”.

Por fim, Jair Bolsonaro foi referenciado na música que embalou a escola durante o desfile. Em dado momento, o samba-enredo traz o termo “sem anistia”, em referência às acusações de tentativa de golpe de Estado que condenaram Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. Atualmente, o ex-presidente cumpre pena no Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Redação com web

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