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Carta de teor golpista de Flávio Bolsonaro gera desconforto entre aliados
Candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) após visita ao pai, Jair Bolsonaro. — Foto: EVARISTO SA/AFP
Política

Carta de teor golpista de Flávio Bolsonaro gera desconforto entre aliados

CBN

No primeiro documento, ele se autointitulava como "verdadeiro presidente eleito" e usou o brasão antigo dos Estados Unidos do Brazil, com Z

A carta com teor golpista publicada em duas versões por Flávio Bolsonaro gerou novo mal-estar entre aliados e partidos políticos que estiveram com ele no segundo turno das eleições.

 

 

No primeiro documento, ele se autointitulava como "verdadeiro presidente eleito" e usou o brasão antigo dos Estados Unidos do Brazil, com Z. Depois, em uma segunda versão, ele se autodenominou "líder do Brasil" e corrigiu o brasão para República Federativa do Brasil.

Na carta Flávio voltou a questionar o resultado das urnas, falou em uma suposta fraude eleitoral, se comparou ao jurista brasileiro Rui Barbosa, e ao general francês Charles de Gaulle e agradeceu aos presidentes Javier Milei e Donald Trump.

O senador Rogério Marinho, que coordenou a campanha de Flávio, disse que houve um erro de confecção na carta de Flávio e que ele estava fazendo um desabafo. Ponderou, porém, que nem ele nem o PL podem afirmar que houve fraudes nas eleições.

Partidos como o União Brasil, o MDB e o PSD reagiram ao texto do parlamentar e lançaram notas reafirmando a legitimidade da vitória de Lula.

O governador reeleito de São Paulo Tarcísio de Freitas, que esteve com Flávio em todos os palanques do segundo turno, rebateu o conteúdo da carta ao dizer que é necessário respeitar urnas e seguir em frente.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, também veio à publico ressaltando que "as eleições transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais". Ele reforçou que eventuais questionamentos serão analisados e respondidos. Os ministros do Supremo Tribunal Federal prefiriram se manter em silêncio: o entendimento é que não vale a pena dar munição para uma crise criada pelo próprio candidato derrotado.

Depois de uma fuga secreta que durou dois dias, o senador Flávio Bolsonaro chegou a Miami com a família na manhã de quarta (28). Ele deixou o país apesar da proibição do STF e em descumprimento à decisão pelo recolhimento dos passaportes. Embora o passaporte diplomático tenha sido cancelado, Flávio entrou nos Estados Unidos utilizando o documento e recebeu autorização humanitária para ficar em solo americano.

CBN

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