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Carnaval do Rio exalta liberdade, ancestralidade e literatura na 2ª noite de desfiles
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Carnaval do Rio exalta liberdade, ancestralidade e literatura na 2ª noite de desfiles

Redação com web

O segundo dia do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí celebrou a cultura brasileira com quatro homenagens marcantes: a Mocidade Independente de Padre Miguel exaltou Rita Lee e sua trajetória libertária; a Beija-Flor de Nilópolis destacou o candomblé e a ancestralidade africana; a Unidos do Viradouro homenageou Mestre Ciça; e a Unidos da Tijuca reverenciou a escritora Carolina Maria de Jesus, celebrando o samba, a fé e a literatura na Sapucaí.

O segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro transformou a Marquês de Sapucaí em um grande palco de celebração à liberdade artística, à ancestralidade religiosa, ao samba e à literatura brasileira. Na noite de segunda-feira, 16, e madrugada dessta terça, 17, quatro escolas levaram à avenida enredos que exaltaram nomes e manifestações marcantes da cultura nacional.

Abrindo a programação, a Mocidade Independente de Padre Miguel homenageou Rita Lee. Em seguida, a Beija-Flor de Nilópolis defendeu o título com um enredo sobre o candomblé. A Unidos do Viradouro celebrou Mestre Ciça, e a Unidos da Tijuca encerrou a noite reverenciando a escritora Carolina Maria de Jesus.

Mocidade exalta Rita Lee e a liberdade

Com o enredo “Rita Lee, a padroeira da liberdade”, a Mocidade levantou as arquibancadas da Sapucaí desde o esquenta. O desfile celebrou a trajetória da cantora Rita Lee, morta em 2023, destacando sua irreverência, postura libertária e defesa de causas como os direitos dos animais.

 

Foliões da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel se apresentam durante o Carnaval do Rio de Janeiro, Brasil, em 16 de fevereiro de 2026 – Foto: REUTERS/Pilar Olivares

O refrão inspirado em “Erva Venenosa” embalou o público, enquanto referências a sucessos como “Ovelha Negra” e “Amor e Sexo” ajudaram a construir a narrativa da artista que marcou gerações.

No último carro, o músico Roberto de Carvalho, viúvo de Rita, resumiu a emoção da homenagem como “um tsunami de alegria, beleza, luzes e música”. A escola desfilou com 24 alas, sete carros e cerca de 3.500 componentes. Seis vezes campeã do carnaval carioca, a Mocidade busca voltar ao topo após o último título, dividido com a Portela em 2017.

Beija-Flor celebra o candomblé e a ancestralidade

Atual campeã, a Beija-Flor entrou na avenida com o enredo “Bembé”, exaltando o maior candomblé de rua do mundo, realizado em Santo Amaro da Purificação, na Bahia. A proposta foi destacar a força da fé, da resistência e da herança africana na formação cultural brasileira.

Folião da escola de samba Beija-Flor se apresenta durante o Carnaval do Rio de Janeiro, Brasil, em 17 de fevereiro de 2026 – Foto: REUTERS/Pilar Olivares

A escola apostou na fusão dos dois sambas finalistas e empolgou o público com o refrão “Isso aqui vai virar macumba!”. Entre as novidades, os intérpretes Jéssica Martin e Nino do Milênio assumiram o microfone após a aposentadoria de Neguinho da Beija-Flor, que marcou época na azul e branca.

Com 15 títulos no Grupo Especial, a agremiação de Nilópolis levou 29 alas, seis carros, um tripé e cerca de 3.200 componentes para a Sapucaí.

Viradouro emociona com tributo a Mestre Ciça

A Unidos do Viradouro apresentou o enredo “Pra Cima, Ciça!”, dedicado ao mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, que completa 70 anos de idade e 55 de carnaval. O desfile percorreu sua trajetória desde os tempos na Estácio de Sá até sua consagração como referência do ritmo.

Mestre Ciça se apresenta com foliões da escola de samba Unidos do Viradouro durante o Carnaval do Rio de Janeiro, Brasil, 17 de fevereiro de 2026 – Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

A bateria foi o ponto alto da apresentação, com os ritmistas desfilando sobre um grande carro alegórico, tendo Ciça como destaque central. O projeto foi assinado por Tarcísio Zanon, com interpretação de Wander Pires e condução do pavilhão por Julinho Nascimento e Rute Alves.

A escola contou ainda com a participação especial do carnavalesco Paulo Barros em uma das alegorias. Ao todo, a Viradouro levou 23 alas, seis carros, dois tripés e 2.500 componentes.

Unidos da Tijuca encerra noite com Carolina Maria de Jesus

Fechando a segunda noite, a Unidos da Tijuca apresentou um desfile em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus, autora de obras fundamentais como “Quarto de Despejo” e “Diário de Bitita”.

Foliões da escola de samba Unidos da Tijuca se apresentam durante o Carnaval do Rio de Janeiro, Brasil, em 17 de fevereiro de 2026 – Foto: REUTERS/Pilar Olivares

Moradora da favela do Canindé, em São Paulo, Carolina teve seus escritos descobertos pelo jornalista Audálio Dantas no fim dos anos 1950. Seu diário, publicado em 1960 como Quarto de Despejo, tornou-se um dos retratos mais contundentes da vida nas periferias brasileiras.

O desfile destacou a força da palavra e da resistência feminina, com participações como a da escritora Conceição Evaristo. A escola entrou na avenida com 24 alas, cinco carros alegóricos, dois tripés e 2.100 integrantes.

Último dia de desfiles

A programação do Grupo Especial segue nesta terça-feira, 17, com os desfiles de:

  • Paraíso do Tuiuti (a partir das 21h45)
  • Unidos de Vila Isabel (entre 23h20 e 23h30)
  • Acadêmicos do Grande Rio (entre 0h55 e 1h15)
  • Acadêmicos do Salgueiro (entre 2h30 e 3h)
Redação com web

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