Brasil registra menor taxa de analfabetismo da história, mas desigualdades regionais persistem
Pesquisa
O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de analfabetismo da série histórica. Pela primeira vez desde 2016, o índice ficou abaixo de 5%. Segundo dados divulgados pelo IBGE, 4,9% dos brasileiros com 15 anos ou mais não sabem ler nem escrever um bilhete simples.
Apesar do avanço, o país ainda tem 8,4 milhões de analfabetos. A maior concentração está no Nordeste, que reúne mais da metade desse total e registra uma taxa de analfabetismo de 10,6%, mais que o dobro da média nacional.
A pesquisa também mostra que quase seis em cada dez analfabetos têm 60 anos ou mais. Por outro lado, a taxa de analfabetismo das mulheres dessa idade passou pra 13,7% e, com isso, pela primeira vez, ficou menor que a dos homens, de 14,1%.
A pesquisa mostra ainda uma melhora na escolaridade da população negra. Pela primeira vez, mais da metade dos pretos e pardos com 25 anos ou mais concluiu o ensino médio. Mesmo assim, persistem desigualdades no acesso à educação. Entre jovens de 15 a 17 anos, a frequência ao ensino médio é menor entre homens e entre pretos e pardos.
Outro desafio está na educação infantil. Nas regiões Norte e Nordeste, uma parcela significativa das famílias relatou dificuldades para conseguir vagas em creches ou escolas para crianças pequenas.
Os dados também apontam que o abandono escolar continua concentrado na adolescência, principalmente a partir dos 16 anos. Entre as mulheres, os principais motivos estão o trabalho e a gravidez.
Por outro lado, houve redução no número de jovens que não estudam, não trabalham e não fazem cursos de qualificação. Em 2025, esse grupo representava 17,5% da população entre 15 e 29 anos, o menor patamar dos últimos anos.