Rajadas de vento acima de 50 km/h atingem Alagoas até sexta (21), alerta Semarh
Alerta
Alerta
Encontro
Na COP30 em Belém, ministros passaram a liderar negociações que avançaram pouco em temas centrais, como financiamento climático e novas metas de redução de emissões, que ficaram fora da agenda oficial. Países em desenvolvimento cobram mais recursos públicos dos países ricos, enquanto propostas de taxação global ainda enfrentam resistência. Nos bastidores, compromissos privados em trilhões de dólares animaram a cúpula, e o Brasil lançou o Fundo de Florestas Tropicais. A ausência dos EUA destacou o protagonismo da China e o esforço da Colômbia em defender o fim dos combustíveis fósseis. Do lado de fora, povos indígenas pressionaram o governo brasileiro contra exploração de petróleo e grandes obras na Amazônia, levando autoridades a abrir diálogo para ouvir suas demandas.
Chuvas intensas
Durante a COP30 em Belém, o CLP destacou Alagoas como o estado com menor índice de desmatamento do Nordeste e avanços em sustentabilidade. O estado ocupa a 2ª posição regional em emissões de CO₂ por PIB e em coleta seletiva urbana. Entre as ações do governo, estão a política de priorizar etanol na frota estadual e projetos como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que remunera quem preserva biomas, e o Selo Alagoas pelo Clima, que incentiva práticas de redução e compensação de emissões.
Tragédia
Catástrofe
O tornado que atingiu o Paraná durante o fim da COP30 reforçou, segundo especialistas, a urgência de ações e investimentos para enfrentar os extremos climáticos. Carlos Rittl, da Wildlife Conservation Society, destacou que o mundo vive uma “era de extremos” e cobrou compromissos mais efetivos para reduzir emissões e cumprir o Acordo de Paris. Já o professor Everaldo Barreiros, da UFPA, defendeu mais recursos para adaptação das cidades, especialmente nos países vulneráveis. Ambos ressaltaram que cada município deve criar estratégias próprias para lidar com desastres e proteger vidas diante do agravamento das mudanças climáticas.
O governo federal e a Neoenergia lançaram o projeto Usina Solar Noronha Verde, que visa descarbonizar totalmente a geração de energia em Fernando de Noronha até 2027. Com investimento de R$ 350 milhões, serão instalados mais de 30 mil painéis solares e sistemas de baterias, substituindo o uso de diesel e tornando a ilha a primeira da América Latina com energia 100% limpa. O projeto, apoiado pelo governo de Pernambuco, promete reduzir custos, gerar empregos e servir de exemplo global de transição energética sustentável.
Devastação
A Cúpula do Clima em Belém encerra-se nesta sexta-feira (7) com debates sobre transição energética, o Acordo de Paris, NDCs e financiamento climático, reunindo líderes de mais de 70 países como preparação para a COP30, que ocorrerá de 10 a 21 de novembro na cidade. No primeiro dia, o presidente Lula cobrou ações concretas para conter o aquecimento global e lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que já soma US$ 5,5 bilhões. O evento reforça a importância da cooperação internacional e do multilateralismo no enfrentamento da crise climática.