Assine a newsletter
Zelensky critica acordo entre EUA e Rússia sobre diesel
© Reuters/Proibida reprodução
Internacional

Zelensky critica acordo entre EUA e Rússia sobre diesel

Agencia Brasil

Em Bruxelas, os líderes da UE se uniram em apoio a Zelensky após Trump voltar a criticar a Ucrânia, chamando seus ataques a refinarias russas de “vergonha”.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky condenou, nesta sexta-feira (16), o acordo firmado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a Rússia envolvendo o diesel, classificando a posição de Moscou como uma "paródia" das negociações de paz, e saudou a perspectiva de um papel maior para os aliados europeus nas conversas, a quem chamou de "verdadeiros líderes".

Zelensky afirmou, durante uma cúpula da União Europeia, em Bruxelas, que a Rússia não deseja a paz.

Com uniforme militar durante uma visita a um posto de comando, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que Moscou está estabelecendo uma “zona de segurança” dentro da Ucrânia ao longo da fronteira, medida que ele considerou inegociável em quaisquer futuras negociações com Kiev.

Trump disse que nem ele nem Elon Musk são responsáveis pelo fato de a Ucrânia ter perdido, nesta semana, o acesso ao serviço de satélites Starlink, de Musk, um importante elemento de defesa contra os ataques russos.

Trump afirmou ter um bom relacionamento com Zelensky, apesar da recente troca de farpas com o líder ucraniano.

A UE recebe Zelensky em um dos momentos mais difíceis para a Ucrânia, com mísseis e drones russos chovendo sobre cidades ucranianas e temores de que os EUA possam retirar o compartilhamento de inteligência e o apoio com armas a Kiev.

Zelensky deu poucos sinais de que iria suavizar sua postura em relação a Washington.

Trump pegou Zelensky de surpresa no último fim de semana ao anunciar que a Ucrânia e a Rússia haviam concordado em não atacar as instalações energéticas uma da outra.

Às vésperas das eleições de meio de mandato, no mês que vem, Trump responsabilizou os ataques ucranianos às refinarias russas pela elevação dos preços da energia, o que pode custar ao Partido Republicano suas estreitas maiorias no Senado e na Câmara dos Deputados dos EUA.

A Ucrânia atacou uma refinaria de petróleo russa a sudeste de Moscou na quinta-feira (15), depois que Zelensky declarou que Kiev estava abandonando o cessar-fogo no setor energético anunciado por Trump.

O acordo dos EUA com a Rússia em torno do diesel irritou a Ucrânia e seus aliados europeus.

“E agora podemos ver como o dinheiro começará a fluir de volta para a Rússia por meio do acordo do diesel”, disse Zelensky a jornalistas.

“Esse acordo sobre o diesel nunca será suficiente para compensar o impacto do Estreito de Ormuz nos mercados globais. Mas vai colocar mais dinheiro diretamente no bolso de Putin para financiar essa guerra”, disse Zelensky.

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o acordo “não é bom para ninguém".

"Ele envia um sinal negativo. É um elemento de divisão e dúvida.”

* Com Lili Bayer, Andrew Gray, Dmitry Antonov, Yuliia Dysa, Steve Holland, Jasper Ward e Trevor Hunnicutt

Agencia Brasil

Comentários

0 comentário(s)

Já tenho cadastro

Entre com seus dados para comentar.

Esqueci minha senha

Quero me cadastrar

Crie sua conta de leitor para participar das discussões.

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Notícias relacionadas

EUA oferecem US$ 100 mi a Cuba; Havana acusa Washington de crueldade
Brasil/Mundo •

EUA oferecem US$ 100 mi a Cuba; Havana acusa Washington de crueldade

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos pretendem ajudar Cuba com US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos, ao mesmo tempo em que responsabilizou o governo cubano pela crise econômica e pela falta de energia, alimentos e combustível no país. O governo de Donald Trump também deve ampliar a pressão contra o regime cubano com possíveis acusações contra o ex-presidente Raúl Castro, enquanto Cuba reagiu acusando os EUA de promoverem agressões e sanções contra a ilha.

OMS: continente africano tem 139 mortes suspeitas em surtos de ebola
Saúde •

OMS: continente africano tem 139 mortes suspeitas em surtos de ebola

A Organização Mundial da Saúde alertou para o aumento dos casos de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, com quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas registradas. Segundo a entidade, o surto é causado pelo vírus Bundibugyo, que ainda não possui vacina ou tratamento aprovado, aumentando a preocupação com a disseminação da doença em áreas urbanas e regiões afetadas por conflitos e deslocamentos populacionais.