Zelensky anuncia negociações entre Ucrânia, Rússia e EUA em Abu Dhabi
As negociações diretas entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos para buscar o fim da guerra serão retomadas nos dias 4 e 5 de fevereiro, em Abu Dhabi, segundo anunciou o presidente ucraniano Volodimir Zelensky. Kiev afirma estar pronta para discussões substanciais que levem a uma solução “real e digna” para o conflito, iniciado em 2022. As conversas ocorrem em meio a impasses, sobretudo sobre questões territoriais, com a Rússia exigindo a retirada das forças ucranianas de áreas ainda controladas na região de Donetsk.
As negociações diretas entre Kiev, Moscou e Washington em busca do fim da guerra na Ucrânia serão retomadas na quarta-feira (4) em Abu Dhabi, anunciou neste domingo (1) o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky.
“As datas das próximas reuniões trilaterais foram estabelecidas: 4 e 5 de fevereiro em Abu Dhabi”, informou Zelensky na rede social X.
“A Ucrânia está preparada para uma discussão substancial e queremos que o resultado nos aproxime de um fim da guerra real e digno”, acrescentou.
No sábado, Zelensky afirmou que Kiev se preparava para reuniões “na próxima semana” com o objetivo de avançar nas negociações.
Inicialmente, estava previsto um encontro neste domingo em Abu Dhabi, que já recebeu nos dias 23 e 24 de janeiro um primeiro ciclo de negociações com delegações da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos.
Estas foram as primeiras negociações diretas conhecidas entre Kiev, Moscou e Washington para tentar acabar com a guerra.
Paralelamente, o emissário do Kremlin para assuntos econômicos, Kirill Dmitriev, teve uma reunião no sábado na Flórida com o enviado especial americano, Steve Witkoff, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner.
As negociações para encontrar uma saída diplomática para o conflito iniciado com a invasão russa do país em fevereiro de 2022 são árduas. Os debates esbarram, em particular, na questão territorial.
A Rússia exige que as forças ucranianas se retirem das áreas da região de Donetsk que ainda controlam.