Assine a newsletter
Zanin substitui Toffoli na relatoria do pedido de abertura da CPI do Master
Divulgação
Polícia

Zanin substitui Toffoli na relatoria do pedido de abertura da CPI do Master

Redação com web

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado para relatar o pedido de instalação imediata da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados, após Dias Toffoli se declarar impedido por “motivo de foro íntimo”. A solicitação foi apresentada pelo deputado Rodrigo Rollemberg, que alega que a comissão tem assinaturas suficientes, mas não foi instalada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. O caso envolve a quebra do banco em 2025, após fraude estimada em R$ 17 bilhões, que levou à prisão do proprietário Daniel Vorcaro durante investigação da Polícia Federal.

O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal), foi sorteado para substituir Dias Toffoli na relatoria do pedido de instalação imediata da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados.

Toffoli se declarou impedido para exercer a função nesta quarta-feira, 11, alegando “motivo de foro íntimo”.

Em fevereiro, Toffoli foi substituído por André Mendonça na relatoria do inquérito do Master após admitir ter feito parte do quadro de sócios da Maridt, que vendeu sua participação no resort de luxo Tayayá a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do banco e preso pela Polícia Federal.

Na terça-feira, 10, o ministro foi sorteado para relatar o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso na Câmara.

O requerimento foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-SP), que acionou o Judiciário com base no argumento de que a CPI reuniu as assinaturas necessárias de parlamentares, mas não foi instalada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

 

Caso Master

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025. O motivo principal foi o colapso financeiro da instituição, que enfrentava uma crise de liquidez após oferecer rendimentos agressivos para atrair investidores.

As investigações revelaram um esquema de fraudes bilionárias, estimado em cerca de R$ 17 bilhões, que incluía a criação de carteiras de crédito falsas e tentativas de vender esses ativos fictícios ao Banco de Brasília (BRB) para mascarar o rombo contábil.

Em consequência das irregularidades, o dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal no mesmo dia da liquidação, durante a Operação Compliance Zero. Embora tenha sido solto posteriormente para responder em liberdade sob medidas cautelares, foi preso novamente.

As investigações também resultaram no afastamento de funcionários do Banco Central e na liquidação de outras instituições ligadas ao esquema, como a Reag Investimentos e o Banco Pleno.

Redação com web

Comentários

0 comentário(s)

Já tenho cadastro

Entre com seus dados para comentar.

Esqueci minha senha

Quero me cadastrar

Crie sua conta de leitor para participar das discussões.

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Notícias relacionadas