Violência contra as mulheres é ‘emergência global’, diz comissário da ONU
O alto comissário da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, classificou a violência contra mulheres como uma “emergência global”, destacando que quase 50 mil mulheres e meninas foram assassinadas em 2024, em sua maioria por familiares. Em discurso no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, ele citou casos como os de Jeffrey Epstein e Gisèle Pelicot para ilustrar a dimensão dos abusos e também alertou para o aumento de ataques, especialmente virtuais, contra mulheres em cargos públicos.
A violência contra as mulheres se tornou uma “emergência global”, alertou nesta sexta-feira (27) o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk.
“Quase 50.000 mulheres e meninas foram assassinadas em 2024 no mundo, a maioria por familiares. A violência contra as mulheres, incluindo os feminicídios, constitui uma emergência global”, afirmou.
Em um discurso ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, o comissário lamentou os abusos revelados em escândalos como o caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein ou da francesa Gisèle

Gisèle Pelicot deixa o tribunal após anúncio da sentença do julgamento por estupro contra seu ex-marido e outros 50 homens (Foto: AFP)
Os dois casos “ilustram a dimensão da exploração e dos abusos cometidos contra mulheres e meninas”, enfatizou o alto comissário da ONU.
Ele também expressou preocupação com o aumento dos ataques contra mulheres em cargos públicos, particularmente online.