Veja as empresas que mais ganharam e perderam valor no Ibovespa em 25 dias de guerra
A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, completou 25 dias nesta terça-feira, 24, e, desde então, vem provocando oscilações, incertezas no mercado financeiro e impacto das empresas listas em Bolsa. No caso do conflito no Oriente Médio, o petróleo está no foco, com a limitação de tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% das exportações mundiais de petróleo.
O cenário de incertezas leva a um sobe e desce tanto no câmbio como no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3. De acordo com levantamento da Elos Ayta, a pedido da IstoÉ Dinheiro, a queda global de todas as empresas da B3 entre 28 de fevereiro e 23 de março foi de R$ 256,2 bilhões, de R$ 5,5 trilhões para R$ 5,24 trilhões.
A maior perda nominal do período foi do BTG Pactual, com variação negativa de R$ 61,46 bilhões. Na sequência está a Vale, com perda de R$ 46,87 bilhões, e depois Itaú Unibanco, com menos R$ 31,55 bilhões.
Já a Petrobras teve a maior valorização nominal em valor de mercado, ganhando R$ 95 bilhões, seguida pela Petrorio (+R$ 9,33 bilhões) e Eneva (R$ +7,9 bilhões).
Veja as empresas que mais ganharam e perderam valor no Ibovespa:

O início desta semana é um exemplo da oscilação do mercado em tempos de incertezas. Na segunda-feira, 23, por exemplo, o Petróleo fechou pela primeira vez abaixo dos US$ 100 o barril desde o começo da guerra, e a o Ibovespa disparou mais de 3%, fechando próximo dos 182 mil pontos, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender ataques à infraestrutura energética iraniana e citar conversas “produtivas” entre os dois países. Já o dólar caiu mais de 1%, fechando em R$ 5,24. Já na terça, 24, o barril voltou ao patamar dos US$ 100, com o Ibovespa em alta discreta e o dólar subindo a R$ 5,25.